Publicado em: 20/03/2026 às 10:20hs
O relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, aponta que o clima segue como um dos principais fatores de risco para o agronegócio brasileiro. Nas últimas semanas, o país registrou um padrão de chuvas irregular e desigual entre regiões, afetando diretamente o desenvolvimento das lavouras.
Enquanto áreas do Centro-Norte concentraram volumes elevados de precipitação, o Sul enfrentou chuvas mais escassas, gerando impactos distintos sobre a produção agrícola.
Nas regiões do Centro-Norte, incluindo estados como Mato Grosso, Goiás e áreas do Norte do Mato Grosso do Sul, o volume elevado de chuvas contribuiu para o bom desenvolvimento das lavouras mais tardias.
Esse cenário ajudou a sustentar o potencial produtivo em diversas áreas, especialmente para culturas que ainda estavam em fases críticas de desenvolvimento. Apesar disso, o excesso de precipitação também exige atenção quanto ao ritmo da colheita e às condições logísticas no campo.
Por outro lado, a região Sul, especialmente o Rio Grande do Sul, apresentou chuvas irregulares e abaixo do necessário, o que comprometeu parte das lavouras.
Mesmo com precipitações pontuais em áreas tardias, os volumes não foram suficientes para reverter perdas já consolidadas, principalmente na soja. Como resultado, o relatório destaca grande variabilidade nos resultados produtivos, com impactos mais severos em regiões do Oeste e do Sul do estado.
O clima também se torna decisivo para o milho segunda safra. O relatório indica que o atraso no plantio aumentou a dependência das condições climáticas nos próximos meses, especialmente entre abril e maio — fase essencial para o enchimento dos grãos.
As previsões apontam para:
Regiões como Goiás, Matopiba e partes do Mato Grosso do Sul apresentam maior exposição ao risco climático, enquanto áreas do Mato Grosso, com plantio mais adiantado, tendem a ter menor vulnerabilidade, embora ainda exijam monitoramento.
O Itaú BBA destaca que, mesmo em cenários com fundamentos positivos para algumas culturas, o clima continua sendo o principal fator de incerteza para o setor agropecuário.
A irregularidade das chuvas pode impactar não apenas a produtividade, mas também:
Diante desse cenário, o relatório reforça a necessidade de acompanhamento constante das condições climáticas, especialmente no período de transição para o outono.
A combinação entre chuvas desiguais, atraso no plantio e riscos de estiagem pode influenciar diretamente o desempenho das principais culturas brasileiras, mantendo o mercado atento e sujeito a maior volatilidade nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias