Chuvas dificultam plantio de soja e milho no Paraná e ameaçam janela da segunda safra
Deral aponta 78% da área de milho semeada, 36% da soja e 52% do feijão; excesso de umidade limita operações, embora a maioria das lavouras siga em boas condições
Publicado em: 07/10/2026 às 11:25hs
As chuvas frequentes no Paraná têm restringido o avanço do plantio de verão e dificultado o manejo das lavouras já implantadas. Além das interrupções nas operações, a combinação de elevada umidade e baixa luminosidade pode retardar o desenvolvimento das culturas e comprometer a janela de implantação da segunda safra, caso essas condições persistam.
Segundo o boletim de Condições de Tempo e Cultivo do Departamento de Economia Rural (Deral), referente ao período de 29 de setembro a 5 de outubro, o plantio do milho de primeira safra alcançou 78% da área prevista. A soja chegou a 36%, enquanto o feijão atingiu 52%.
Apesar dos obstáculos operacionais, os índices de condição das lavouras permanecem predominantemente favoráveis nas três culturas.
Milho chega a 78%, mas chuvas dificultam manejo
A semeadura do milho avançou nos intervalos de menor precipitação e está praticamente concluída em algumas regiões paranaenses. Em outras, o excesso de chuva continua atrasando os trabalhos.
Nas áreas já semeadas, as condições climáticas também dificultam o controle de pragas e doenças. O Deral destaca que a baixa luminosidade e a umidade elevada podem desacelerar o desenvolvimento das plantas e prolongar o ciclo da cultura.
A continuidade desse cenário amplia a preocupação com o calendário agrícola e seus possíveis efeitos sobre a implantação da segunda safra.
No levantamento, 93% das lavouras de milho foram classificadas em boas condições e 7% em condição média. Entre as áreas implantadas, 82% estão em desenvolvimento vegetativo e 18% em germinação.
Plantio da soja apresenta diferenças entre regiões
Com 36% da área prevista semeada, a soja apresenta ritmos distintos no Paraná. Há localidades onde o plantio está acelerado ou já foi concluído, enquanto outras ainda se encontram no início dos trabalhos e devem concentrar mais operações ao longo de outubro.
O desenvolvimento inicial das lavouras é, em geral, favorável. Entretanto, o excesso de umidade e a menor luminosidade têm dificultado as pulverizações destinadas ao controle de pragas e doenças.
A umidade também favoreceu a ocorrência de plantas daninhas em algumas áreas. Conforme o boletim, a previsão de novas chuvas deve restringir temporariamente o avanço da semeadura.
O Deral classificou 99% das lavouras de soja em boas condições e 1% em condição média. Das áreas implantadas, 69% estão em desenvolvimento vegetativo e 31% em germinação.
Feijão supera metade do plantio previsto
A semeadura do feijão de primeira safra alcançou 52% da área estimada no estado. Assim como no milho e na soja, a instabilidade do tempo tem provocado interrupções e atrasos nas atividades de campo.
Ainda assim, as lavouras já estabelecidas apresentam bom desenvolvimento vegetativo em parte das regiões acompanhadas.
Segundo o Deral, 91% das áreas de feijão estão em boas condições e 9% em condição média. O desenvolvimento vegetativo concentra 73% das lavouras implantadas, seguido pela germinação, com 25%, e pela floração, com 2%.
Persistência da umidade pode afetar calendário agrícola
O boletim mostra que as dificuldades estão concentradas, até o momento, no avanço das operações e no manejo, enquanto a maior parte das lavouras mantém boas condições.
A evolução do clima nas próximas semanas será relevante tanto para a conclusão dos plantios quanto para o desenvolvimento das áreas semeadas. A persistência de chuva, umidade elevada e baixa luminosidade pode prolongar ciclos e reduzir o tempo disponível para a implantação da segunda safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
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