Clima

Chuva renova esperança de agricultor familiar no Rio Grande do Norte

Quase um ano após a implantação de tecnologia social de acesso à água, Erivan Bezerra vive expectativa de aumentar a produção


Publicado em: 22/01/2016 às 17:15hs

Chuva renova esperança de agricultor familiar no Rio Grande do Norte

Os primeiro pingos de chuva já caíram na propriedade de Erivan Bezerra, 39 anos, em Doutor Severiano (RN), município a 350 quilômetros de Natal (RN). A chegada da chuva aumentou a esperança do agricultor familiar, que recebeu, em fevereiro do ano passado, uma barragem subterrânea - tecnologia social de acesso à água para produção. “Com a barragem subterrânea e a chuva, só vamos progredir. Vamos aumentar a produção”, afirma.

Acostumados a enfrentar longos períodos de estiagem, no primeiro ano da implantação da tecnologia social de apoio à produção, o casal conseguiu ganhar quase R$ 2 mil com os produtos vendidos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). “A nossa expectativa é melhorar cada vez mais. Neste ano, vai dar tudo certo, se Deus quiser”.

Com a barragem, a água da chuva é represada a partir da fixação de uma lona plástica resistente em uma vala escavada até encontrar o cristalino – camada rochosa comum no Semiárido brasileiro. “Antes, não produzia porque não tinha água. Tinha que buscar água a dois quilômetros, lá no pé da serra, para os animais. Agora, a barragem está segurando a água no solo”, comemora o agricultor.

Erivan e a esposa Alexsandra cultivam 20 produtos, entre hortaliças, coco, banana, cajarana e cajá, além de criar aves e gado. O “mói” (maço) de cheiro verde, conta Erivan, é vendido a R$ 1 de porta em porta. “Levo em média 40 pés para vender. Tenho que fazer um ‘mói’ grande para bater a concorrência.” Além disso, o casal faz cocadas e polpas de frutas para vender na vizinhança. O dinheiro ajuda a família a pagar a mensalidade da faculdade da agricultora, que cursa o 6º semestre de Pedagogia.

E não foi só a produção que melhorou. Alexsandra conta que a qualidade da alimentação da família também está melhor, graças a programas como o Bolsa Família e o PAA. O casal, que tem uma filha de 9 anos, conta que só compra no mercado o que não consegue produzir. “Antigamente, ficávamos presos no básico, como arroz e feijão. Hoje, a gente tem renda e pode ir ao mercado”, diz Alexsandra, que recebe R$ 200 do Bolsa Família.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social MDS

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