Publicado em: 24/01/2014 às 12:00hs
As colheitadeiras que varrem os campos de soja da safra de verão não estão acompanhadas dos tratores e plantadeiras, que normalmente trabalham logo atrás das máquinas que retiram os produtos do campo. As chuvas, que aceleram a colheita, estão impedindo o plantio do algodão, milho ou até de soja segunda safra nessa região, conferiu a Expedição Safra Gazeta do Povo.
Os produtores e técnicos entrevistados contam que as chuvas ficaram mais extensas nos últimos dias. No início dos trabalhos, chovia ao fim das tardes e à noite. Ou seja, era possível trabalhar normalmente com a colheita, que foi finalizada em cerca de 20% da área.
Por enquanto, o clima não ameaça a semeadura da segunda safra nessa região, que concentra grandes grupos de produção. A janela de plantio das culturas de inverno se fecha lá pelo dia 20 de fevereiro.
As produtividades da soja chegam a superar as 65 sacas por hectare no Oeste em grandes fazendas, mas as médias estão entre 53 e 60 sacas por hectare, conforme produtores e técnicos. O resultado está bem acima da média do estado e é alcançado com sementes de ciclo precoce ou superprecoce, de 98 dias a 105 dias, que foram plantadas em setembro do ano passado.
O Oeste, que planta mais de 10% da área de soja em Mato Grosso, planeja aumentar o plantio com variedades convencionais no próximo ano. Uma semente lançada neste ano que promete resistência ao cisto (ou nematoide) tende a ganhar terreno na região. “Acredito que a área convencional tende a dobrar no ano que vem, por causa da resistência ao nematoide e também porque há um prêmio de US$ 1 a US$1,20 por saca no comércio deste tipo de produto”, estima o coordenador de produção da Tropical Melhoramento e Genética (TMG), Paulo Afonso.
Fonte: Gazeta do Povo
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