Publicado em: 03/03/2016 às 17:15hs
Por conta desse próspero mercado, cresce também o número de empresas de e-commerce voltadas a esse público. Essa é a avaliação do presidente da certificadora SiiLHalal e especialista em mercado halal no Brasil, Chaiboun Ibrahim Darwiche. Ele destaca que a nova tendência internacional representa uma excelente oportunidade para empresas brasileiras.
Para grande parte da população de 1,7 bilhão de muçulmanos do mundo, conforme os seus rendimentos crescem, aumenta a demanda por mais opções de turismo, vestuário ou alimentos. Mas também precisam ter certeza de que o que compram é halal, ou religiosamente permitido de acordo com as orientações islâmicas.
Atentas a isso, surgem start-ups digitais como a Zilzar, lançada no fim de 2014, com sede na Malásia. Para atrair mais os muçulmanos à sua loja on-line, a empresa trabalha com produtos selecionados por várias agências e fornecidos somente por comerciantes com certificados halal. Ela já lista cerca de 2,8 mil fornecedores halal em seu site.
Assim como a Zilzar, outras empresas como a Aladdin Street, também da Malásia, e a Souk, de Cingapura, estão em busca desse público. A ideia por trás dos sites de e-halal é que eles negociam essas inspeções pela contratação de especialistas halal e criação de comissões de conformidade para filtrar e garantir que todos os fornecedores e produtos listados em seus sites cumprem as normas islâmicas.
Previsões das agências Dubai DinarStandard e Thomson Reuters dão conta de que o mercado de produtos halal pode chegar a US$ 252 bilhões em 2020. O desafio, porém, é obter uma certificação halal universalmente reconhecida. Não vai ser fácil, segundo nota à imprensa da certificadora SiiLHalal, uma vez que há 114 organismos de certificação diferentes em todo o mundo, cada um com uma maneira ligeiramente diferente de definir o que é halal.
Algumas das start-ups estão resolvendo essa questão com a oferta de produtos específicos para cada mercado. A AlladinStreet, por exemplo, agora trabalha com agências de certificação halal de 30 países para rastrear seus fornecedores. Outras optam por nichos de mercado.
Para Darwiche, a venda on-line oferece grandes oportunidades também para os vendedores, uma vez que o crescimento desse mercado tende a dobrar em quatro anos. Segundo ele, um site que comercializasse no Brasil produtos halal certificados certamente atrairia muitos muçulmanos que hoje vivem aqui e que já representam cerca de 1,8% da população brasileira.
"Sempre com vista a assegurar aos muçulmanos locais e aos que visitam o nosso país o fornecimento de produtos halal, a SiilHalal está iniciando contato com sites e em busca de parcerias deste tipo."
Mais informações: www.siilhalal.com.br
Fonte: CarneTec
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