Certificação

Certificado internacional pode ajudar Minas Gerais a ampliar exportações de carne suína

Estado recebeu posicionamento favorável da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de Peste Suína Clássica


Publicado em: 29/02/2016 às 16:00hs

Certificado internacional pode ajudar Minas Gerais a ampliar exportações de carne suína

Falta pouco para que Minas Gerais receba o certificado de área livre da Peste Suína Clássica (PSC). Nos primeiros dias de fevereiro, a comissão científica da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) aceitou o pedido feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para que Minas Gerais e outros 13 estados brasileiros recebam o reconhecimento internacional. O referendo final da OIE está previsto para ser emitido em maio. A consequente entrega do certificado pode resultar na ampliação dos embarques externos de carne suína e a conquista de novos mercados.

Desde 2001, Minas é, nacionalmente, certificada como livre de PSC pelo Mapa e figura como um dos principais exportadores nacionais. De acordo com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), em 2014, o estado foi responsável pelo embarque de 42 mil toneladas de carne suína, com receita bruta de U$ 156, 8 milhões, tendo a Rússia como principal comprador. Com o reconhecimento internacional, novos caminhos se abrem para o Estado, possibilitando vendas do produto para mercados como a União Europeia (que exige o certificado).

A coordenadora do Programa de Sanidade Suídea do IMA, Júnia Mafra, reitera a importância desta certificação. “Respalda o status sanitário conquisto de livre de PSC para manter mercados e conquistar novos, não sendo assim uma barreira sanitária durante negociações. Importante para Minas, que é o quarto maior produtor de suínos e destaque na exportação de animais vivos, além de segurança alimentar para o consumidor final”, acrescentou Júnia.

À exemplo de Minas Gerais, podem receber o certificado os estados do Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal. Também estão nessa lista os municípios de Guajará, Boca do Acre, sul do município de Canutama e sudoeste do município de Lábrea, todos eles no Amazonas. Os estados de Rio Grande do Sul e Santa Catarina já possuem o certificado internacional como zona livre de peste suína clássica desde maio do ano passado.

Conforme o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, a aprovação do reconhecimento consolida a suinocultura do Brasil em novos patamares. “Esta conquista deverá ampliar ainda mais nossa capacidade competitiva no mercado internacional. Nosso status sanitário tem sido um diferencial primordial para a expansão das exportações”, destaca Turra, em nota divulgada pela associação.

Para solicitar este reconhecimento foram adotadas uma série de procedimentos provando o funcionamento correto do sistema de vigilância da doença. Inicialmente, cada estado passa por auditoria do Mapa para, depois, ser indicado ao órgão internacional. O pleito é avaliado por um Comitê Científico e, finalmente, pela Assembleia Geral da OIE.

O que é a PSC?

A peste suína clássica ou febre suína e cólera dos porcos, é uma doença causada por vírus, altamente contagiosa, que atinge porcos ou javalis. Provoca febre alta, manchas vermelhas pelo corpo do animal, dificuldades respiratórias e pode levar à morte. A transmissão pode ser por alimentos ou água contaminada ou qualquer tipo de contato com animais infectados. A doença é detectada através de exames laboratoriais.

Fonte: ASSUVAP

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