Publicado em: 02/01/2026 às 07:00hs
O setor alimentício mundial vive um momento de crescimento contínuo. Segundo dados da Statista Market Insights, o mercado global de alimentos deve alcançar uma receita estimada de US$ 9,45 trilhões em 2025, com projeção de expansão até 2030, a uma taxa média anual de 6,3%.
Essa evolução vem acompanhada de um aumento nas exigências por segurança, rastreabilidade e controle sanitário em todas as etapas de produção — da matéria-prima ao produto final. Nesse contexto, até os elementos menos perceptíveis dentro de uma fábrica, como os lubrificantes industriais, desempenham um papel essencial na integridade dos alimentos.
Presente em quase todas as máquinas industriais, o lubrificante é responsável por reduzir o atrito e garantir o funcionamento contínuo dos equipamentos. No entanto, em ambientes de produção de alimentos, até mesmo um mínimo contato entre lubrificante e produto pode gerar risco de contaminação.
Lubrificantes convencionais — formulados para setores como o automotivo ou metalúrgico — não são apropriados para o uso em plantas alimentícias, pois podem conter substâncias proibidas pelas agências regulatórias.
O uso de produtos inadequados coloca toda a operação em risco: uma pequena contaminação pode resultar no recolhimento de lotes, penalidades da ANP (Agência Nacional do Petróleo) e danos à imagem da marca. Ainda assim, algumas empresas, em busca de economia, acabam negligenciando esse requisito, comprometendo a segurança do consumidor.
Para garantir a segurança e atender aos padrões globais, o setor adota os lubrificantes de grau alimentício, que possuem certificações específicas e amplamente reconhecidas.
Entre os principais selos, destacam-se:
Essas certificações funcionam como garantias de procedência e segurança, fortalecendo a credibilidade das marcas no mercado interno e internacional.
A Lubvap Special Lubricants, com mais de 15 anos de atuação no mercado de soluções em lubrificação industrial, é uma das empresas que operam nesse segmento especializado. A distribuidora trabalha com marcas certificadas e reconhecidas mundialmente, como Fuchs, Setral e Klüber.
Segundo Luiz Maldonado, CEO da Lubvap, o principal critério na escolha dos produtos é a garantia de origem e qualidade:
“Trabalhamos com fabricantes que possuem a certificação ISO 21469, o que significa que suas fábricas são auditadas por padrões rigorosos de higiene e segurança”, explica.
O papel do distribuidor é indicar o lubrificante adequado para cada aplicação, desde compressores de ar até engrenagens de misturadores, assegurando a compatibilidade técnica e sanitária em toda a linha de produção.
Embora os lubrificantes certificados tenham custo mais elevado, o investimento representa uma proteção estratégica. Para Maldonado, o diferencial financeiro deve ser analisado sob a ótica da gestão de risco:
“É o custo para evitar um problema que pode interromper a produção e comprometer a reputação da empresa por anos”, destaca o executivo.
A tendência é que as exigências por transparência e rastreabilidade na cadeia produtiva continuem crescendo. O consumidor moderno busca saber a origem e os processos envolvidos na fabricação dos alimentos — e isso inclui a segurança até dos insumos mais discretos, como os lubrificantes industriais.
“A escolha do lubrificante adequado é uma decisão estratégica que envolve não apenas o setor de manutenção, mas também as áreas de qualidade e diretoria”, complementa Maldonado.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias