Publicado em: 19/09/2023 às 08:00hs
Esse cenário, que já é complexo, não é mais sustentável sem responsabilidade ambiental, social e de governança (o ESG, na sigla em inglês). Esses temas, assim como o uso de modernas tecnologias e a inovação, foram destacados por 10 líderes de antes, durante e depois da porteira no evento ORÍGEO 360, em São Paulo, que recebeu 450 grandes agricultores do Cerrado.
No evento, promovido pela ORÍGEO – joint venture de Bunge e UPL que fornece soluções sustentáveis e técnicas de gestão de ponta a ponta para agricultores de Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia e Tocantins – em 4 e 5 de setembro, participaram agricultores que, em conjunto, plantam cerca de 7 milhões de hectares de soja, milho e algodão, além empresas da cadeia da produção de alimentos e bioenergia.
"Em um ambiente de variáveis incontroláveis, há incerteza e aumento da volatilidade. Ao mesmo tempo, temos excesso de soluções que não necessariamente conseguem atender às dores dos produtores, pois muitas vezes são fragmentadas. Mas temos um futuro de oportunidades à frente e precisamos estar preparados. A ORÍGEO nasceu dessa necessidade, sendo totalmente dedicada a oferecer soluções integradas e customizadas aos agricultores de grande porte", disse o CEO da ORÍGEO, Roberto Marcon.
ORÍGEO 360 cumpre, assim, um importante papel em linha com o propósito da ORÍGEO, que trabalha em estreita colaboração com o agricultor, mapeando suas necessidades, trazendo soluções e abordando os desafios do negócio. “Simplificamos os processos e tornamos as operações ainda mais eficientes para que os nossos parceiros tenham mais tempo para focar no que fazem de melhor – produzir mais e de forma sustentável”, fala Marcon.
Ignacio Bartolomé, CEO da GDM Seeds, empresa de origem argentina, ressaltou a importância da ciência e da inovação para potencializar o mercado de oleaginosas. "A tecnologia pode acelerar a taxa de ganho genético, diminuindo o custo e o tempo para a semente ser lançada no mercado. Assim, mais óleo poderá ser produzido a partir dele. [Além disso,] as plantas serão mais tolerantes a estresse climático e poderão sequestrar mais carbono do que emitir."
A UPL, empresa de origem indiana e acionista da ORÍGEO, mostrou que o futuro planeta passa pela agricultura. "Ela é a ferramenta mais importante para combater as alterações climáticas. Com uma agricultura regenerativa sustentável, podemos realmente descarbonizar o mundo mais rapidamente", afirmou Jai Shroff, chairman e CEO global do grupo.
Mike Frank, CEO da UPL Corporation, declarou que é necessário reimaginar a sustentabilidade na produção de alimentos – meta da companhia – por meio do uso de moléculas eficientes para potencializar os cultivos. "O Brasil está em primeiro lugar quando pensamos em inovação e é um dos países mais importantes em termos de biossoluções. Estamos trabalhando para trazer cada vez mais recursos para minimizar os problemas que desafiam os produtores."
Copresidente global de agribusiness da Bunge, Julio Garros indicou que a união que resultou na criação da ORÍGEO é o caminho para o Brasil descarbonizar sua agricultura. "As maiores empresas do mundo anunciaram que reduzir as emissões de dióxido de carbono é fundamental. As companhias têm de mudar suas fontes de energia, utilizando combustíveis renováveis. Se você usa soja, já reduz 50% das emissões e o Brasil tem a capacidade de produzir a quantidade necessária, mas ainda temos o desafio de verificar e comprovar que a soja utilizada sequestrou carbono. A ORÍGEO é o caminho para ajudar os produtores nessa comprovação e a aderir isso", refletiu.
Robert Coviello, chefe de sustentabilidade e assuntos governamentais da Bunge – também acionista da ORÍGEO –, descreveu que, atualmente, as indústrias agrícolas e de alimentos enfrentam um novo contexto global em que sustentabilidade e resultado andam lado a lado. "Nosso propósito é promover parcerias para um futuro melhor. Por meio da descarbonização, podemos crescer de modo mais sustentável."
Na mesma linha, a norte-americana Chevron Renewable Energy Group apontou que o futuro da energia terá menos carbono. "A energia limpa e renovável é tema de extrema importância no cenário atual. Estamos colaborando com empresas, organizações e governos em iniciativas relacionadas", comentou o presidente da empresa, Kevin Lucke.
Já Paulo Quirino, vice-presidente de operações da PepsiCo, abordou a importância das práticas sustentáveis para o futuro da agricultura. "A base dos nossos produtos é a agricultura. E para que pudéssemos sustentar essa cadeia agrícola para o futuro, estamos cada vez mais ligados às práticas ESG. 48% das nossas culturas oriundas são de fontes sustentáveis e queremos chegar a 100%”, disse. Para ele, "além de impactar o meio ambiente e a agricultura, é importante atuar nas comunidades, com ações voltadas para a cidadania corporativa" – as práticas de ESG e supply chain fazem parte desse sistema.
Em sua apresentação, Rodrigo Visentini, presidente da divisão de nutrição da Unilever, demonstrou que a companhia trabalha na implementação de métodos de agricultura regenerativa, como a rotação de culturas e o uso responsável de recursos naturais. "Por que a agricultura regenerativa? Precisamos recuperar o solo, aumentando a produtividade e também a lucratividade do agricultor", finalizou.
Fonte: Texto Comunicação
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