Capacitação

Novo curso do e-Campo aborda a bioeconomia amazônica

A agregação de valor aos produtos da sociobiodiversidade é um dos temas abordados na capacitação


Publicado em: 29/12/2023 às 08:30hs

Novo curso do e-Campo aborda a bioeconomia amazônica
Foto: Foto: Ronaldo Rosa

Estão abertas as inscrições para o curso online de Bioeconomia para sociobiodiversidade no Bioma Amazônia, no portal e-Campo, a vitrine de capacitações virtuais da Embrapa. Com carga horária de 32 horas divididas em cinco módulos, o curso, que é gratuito, traz conceitos, temas para inovação e inciativas relacionadas ao tema com foco na região amazônica.

De acordo com a Anna Karina Almeida, analista da Embrapa Amazônia Oriental, a capacitação foi elaborada a partir da necessidade de conhecimento sobre os processos sustentáveis e inovações para bioeconomia no bioma. Na Amazônia, esse tema assume novas abordagens e visões, tendo como base a integração do conhecimento tradicional e científico, e o protagonismo de povos e comunidades da floresta no desenvolvimento local.

“Foi um grande desafio reunir informações de Unidades da Embrapa na Amazônia Legal e de parceiros para disponibilizarmos conteúdos teóricos e práticos de uma forma atrativa e acessível ao público”, relata a analista que coordenou a organização do curso online.

Bioeconomia Inclusiva

A bioeconomia inclusiva na Amazônia envolve economias focadas no uso sustentável de recursos da biodiversidade, tendo como base o conhecimento tradicional e o diálogo com os conhecimentos científico e tecnológico em processos produtivos e de manejo, assim como aplicações industriais, de melhoramento genético e biotecnologia. Resultam do protagonismo de agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais no desenvolvimento local e regional com inclusão socioprodutiva e conservação ambiental.

O curso apresenta abordagens e experiências no contexto da agricultura familiar e dos povos indígenas e comunidades tradicionais da região. Utiliza-se conteúdos teóricos, aplicações práticas e experiências locais, contribuindo com a formação de pessoas e organizações para o fortalecimento da bioeconomia amazônica.

Para o pesquisador da Embrapa Judson Valentim, presidente do Comitê Gestor do Portfólio Amazônia, o curso contribui para ampliar as discussões em torno da bioeconomia como um vetor importante para a inclusão socioprodutiva das populações amazônicas, de forma a reduzir a pobreza, melhorar a qualidade de vida e a renda dessas populações. “É um instrumento importante de comunicação com a sociedade, com os setores interessados no tema e também para apresentar os principais desafios e oportunidades que a bioeconomia apresenta tanto para os segmentos da sociobiodiversidade quanto para as populações tradicionais que as guardiãs da floresta”, afirma.

A diretora de Negócios da Embrapa, Ana Euler, ressalta que em 2024, o Brasil, como líder do G20, trará o tema da bioeconomia para o centro da agenda de combate às desigualdades e promoção do desenvolvimento sustentável. “Trata-se de um tema catalisador de uma nova rota de desenvolvimento que potencialize biodiversidade e riqueza em recursos naturais como fonte de crescimento econômico, proteção ambiental e igualdade social”, afirma. Ela destaca ainda que há uma grande expectativa quanto à contribuição da Embrapa para essa nova agenda que se traduzirá em uma política nacional.

“Considero esse curso como parte de nossa contribuição, reunindo a experiência de nossos especialistas, exemplos práticos de projetos e conhecimentos gerados ao longo dos 50 anos de atuação da Embrapa na Amazônia”, finaliza.

Fonte: Embrapa Amazônia Oriental

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