Publicado em: 09/01/2026 às 11:10hs
A irrigação por gotejamento se consolidou como uma das soluções mais eficazes para o produtor que busca aumentar o rendimento da safra otimizando o uso da água. No entanto, o sucesso dessa tecnologia não depende apenas da compra de bons equipamentos, mas de um planejamento rigoroso. Conforme dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), expandir áreas irrigadas é vital para a segurança produtiva diante das incertezas climáticas.
Para o engenheiro agrônomo Elídio Torezani, diretor da Hydra Irrigações (primeira revenda Netafim no país), a fase inicial é o que define o futuro da lavoura. “Planejar com antecedência e alinhar os objetivos do investidor à realidade da área e à oferta de água são fatores determinantes para o resultado final”, pontua o especialista.
Abaixo, detalhamos os cinco critérios fundamentais que devem ser analisados antes da instalação do sistema:
O ponto de partida é o diagnóstico técnico da área. É preciso entender a textura do solo e sua capacidade de reter umidade, além das características biológicas da planta, como a profundidade das raízes e sua demanda hídrica.
Essas variáveis determinam a vazão dos emissores e o tempo ideal de cada ciclo de irrigação. Segundo Torezani, ignorar essas particularidades eleva drasticamente o risco de estresse hídrico para a planta ou desperdício de recursos.
Não basta ter água disponível; é preciso conhecer sua composição. Análises laboratoriais são essenciais para identificar a presença de sedimentos, matéria orgânica ou elementos químicos que possam causar obstruções.
Um projeto bem estruturado utiliza esses dados para definir o sistema de filtragem adequado. "Grande parte dos problemas de entupimento no gotejamento ocorre por falta de uma avaliação prévia da água", alerta o agrônomo.
O relevo da propriedade impacta diretamente a hidráulica do sistema. Áreas com aclives ou declives exigem compensações de pressão para garantir que a água chegue de forma uniforme em todos os pontos da plantação. Um levantamento topográfico preciso evita que variações de nível causem falhas na aplicação da lâmina d'água.
O manejo operacional, incluindo a fertirrigação (aplicação de fertilizantes via água), deve ser planejado ainda no papel. A escolha por sistemas automatizados tem ganhado espaço por oferecer maior precisão e reduzir a carga de trabalho manual.
De acordo com o diretor da Hydra Irrigações, a automação traz previsibilidade ao negócio, permitindo que o produtor foque em decisões estratégicas em vez de tarefas operacionais repetitivas.
Por ser um investimento de longo prazo, a irrigação por gotejamento requer suporte especializado desde a concepção até a manutenção periódica. Escolher parceiros que ofereçam cálculos precisos e materiais de procedência garante a durabilidade do sistema.
Ao optar por assistência qualificada, o produtor protege seu capital e assegura que a tecnologia opere em sua máxima performance por muitos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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