Publicado em: 07/10/2013 às 09:10hs
Exigências - Segundo Negreiros, essa é uma questão decisiva, pois os compradores de produtos que levam o selo Fairtrade precisam ter a certeza de que não há nenhuma forma de exploração de mão de obra e impacto ao meio ambiente durante o processo produtivo. Para tanto, é exigido o estrito cumprimento da Norma Regulamentadora 31, que estabelece condições adequadas de trabalho, a observância da legislação, o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) e a inexistência de mão de obra infantil.
Sustentável - De acordo com o consultor, os consumidores pagam mais caro por produtos do mercado solidário “para que tenham certeza de sua origem sustentável“. Com isso, a cada tonelada de suco concentrado vendida para o Fairtrade, 200 dólares retornam para serem investidos no financiamento de cursos e treinamentos, replantio de pomares, aquisição de EPIs e artigos de material escolar para filhos, entre outros benefícios.
Módulos - Certificada em 2012, a cooperativa possui 158 produtores participantes de várias regiões, selecionados entre cerca de 400, que atendem a critérios como possuir no máximo quatro módulos fiscais, ter não mais que dois funcionários fixos (devidamente registrados), a maior parte da renda familiar vir da propriedade e nela permanecer a maior parte do tempo desenvolvendo a sua atividade. As reuniões começaram na última segunda-feira (30/09), em Maringá. Na terça, aconteceram em Paranavaí e Paraíso do Norte, na quarta em Rolândia e Cambé, na quinta em Arapongas e Pitangueiras e, nesta sexta-feira, terminam em Assaí.
Temas - O primeiro módulo de capacitação ocorreu no início do ano e tratou especificamente da oportunidade que surge para os produtores com a certificação. Haverá outros dois ainda este ano: um, no final de outubro, para tratar de defensivos, como a lista de produtos proibidos, exigências em relação a armazenamento, saúde das pessoas e preservação ambiental; o último, em novembro, vai abordar meio ambiente.
Visita a campo - Segundo o consultor Negreiros, em janeiro será feita uma visita a campo, que equivale a uma auditoria interna e, se necessário, com a aplicação de medidas corretivas. Conforme explica, a certificação da cooperativa é para o período de seis anos, mas precisa ser renovada em 2015.
Fonte: Imprensa Cocamar
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