Capacitação

ATeG e capacitações geram conquistas para produtor em Rio Pomba

Mais renda e desenvolvimento para sua propriedade. Esse foi o resultado que o produtor de queijos Lucas Bomtempo, da cidade de Rio Pomba, atingiu em cerca de 18 meses após começar a fazer capacitações com o Sistema Faemg Senar


Publicado em: 19/06/2023 às 14:50hs

ATeG e capacitações geram conquistas para produtor em Rio Pomba

Há cerca de um ano e meio atrás, ele e sua família produziam leite que vendiam para laticínios da região. Hoje, após fazer cursos e estar participando do grupo de assistência técnica e gerencial - ATeG para agroindústria de derivados lácteos, eles produzem queijo minas frescal, padrão, mussarela, queijo coalho, manteiga e cinco sabores de iogurte. 

A mudança aconteceu após a Adriana Bomtempo, esposa do Lucas, participar de um curso de derivados lácteos na cidade de Silveirânia, com a instrutora e técnica de campo do ATeG, Aline Machado. “Assim que ela fez o curso eles começaram a produzir. No início, em um local improvisado na cozinha de casa, mas com muita higiene e um leite de muita qualidade”, conta Aline. 

Desde então, foram diversas capacitações, que permitiram a diversificação dos produtos e o aproveitamento de toda a produção de leite da propriedade, que é de cerca de 270 litros por dia. “A gente começou com o queijo minas frescal, que era vendido de porta em porta. Colocava no porta-malas do carro e ia vender na cidade. É muito difícil concorrer com marcas maiores e já consolidadas, mas quando temos um produto com qualidade, as pessoas gostam e fica mais fácil convencer a comprar de novo. Depois que começamos a vender, os próprios comércios começaram a pedir mais produtos”, conta Lucas Bomtempo. 

A boa aceitação acabou tirando a agroindústria do improviso. Pouco tempo depois de começar a produzir o queijo, a demanda impôs que ele iniciasse a construção do seu laticínio, que hoje tem a capacidade de processamento de até 1000 litros de leite diariamente. O melhor é que a própria renda da venda dos produtos pagou a construção do prédio. 

“O ATeG foi fundamental para essa conquista, sem ele, não estaríamos onde estamos. O laticínio saiu do zero e os maquinários estão todos pagos, apenas com a renda gerada pela produção. Investimos o lucro todo de volta para deixar o laticínio como está”, afirma Lucas.

A última conquista dos laticínios Bomtempo veio em abril, com a aquisição de um carro novo, exclusivo para transporte e venda dos produtos. “Compramos o carro recentemente e está sendo uma grande conquista para expandirmos ainda mais nossa capacidade de vendas e entrega com qualidade”. Lucas também contou que não são apenas essas conquistas que geram satisfação, mas a sensação de ver seu produto sendo aprovado é o combustível para continuar na atividade. “Além de a renda melhorar, é gratificante produzir o seu leite, e ver ele virar queijo, iogurte e manteiga. Chegar no ponto de venda e ver o consumidor com seu produto na mão, elogiando o sabor, a qualidade, o vendedor querendo mais, tudo isso é muito bom”, ressaltou.

O supervisor técnico do grupo de ATeG, Paulo Globo, disse que ficou surpreendido com os resultados obtidos no laticínio. “Esse caso é um modelo de como os treinamentos podem ajudar a evoluir e viabilizar o negócio rural. Com todo investimento e crescimento, ele se torna um exemplo que todos os produtores deveriam seguir”, afirmou. 

Parceria que gera bons resultados

O laticínio Bomtempo fica na cidade de Rio Pomba, mas o grupo de ATeG que a família participa é mobilizado na cidade de Bicas, que está a quase 100 quilômetros dali. Para fazer dar certo e melhorar os resultados obtidos, é feita uma parceria de sucesso entre as agentes de desenvolvimento rural das duas cidades e a técnica de campo Aline Machado. Paula Vieira Costa, que é ADR do Sindicato Rural de Rio Pomba, fica por conta de mobilizar cursos e capacitações que os produtores precisam, enquanto Juliana Nascimento, ADR do sindicato de Bicas, acompanha de perto os resultados de produtores que participam do ATeG. Desta maneira, mesmo com um espaço tão grande entre os sindicatos, a sinergia de ações é voltada para potencializar as otimizações que o programa de assistência técnica e gerencial pode realizar, sempre capacitando e formando os produtores para novas funções e entendendo dificuldades que precisam ser sanadas. “Já trouxemos muitos cursos, como queijos básicos, queijos especiais, inclusive já fizemos diversas oficinas aqui no laticínio, que também empresta sua estrutura para que a gente realize ações que beneficiam esses e também outros produtores”, ressaltou Paula. 

Juliana Nascimento disse que foi uma aposta trazer esses produtores para o grupo de ATeG, que é composto por agroindústrias de 7 cidades da região. “Temos pessoas de muitas cidades. Foi um desafio mobilizar todos esses produtores. Eu conheci o Lucas através da Aline, que apostou neles vendo o potencial que tinham, e está sendo um sucesso. É também um caso de sucessão familiar, dele que continuou a atividade do pai de retirar leite e que agora está evoluindo e melhorando a qualidade dos seus produtos”, contou.

Atualmente o laticínio Bomtempo produz cerca de 1410 kg de queijos, manteiga e iogurtes por mês, com o preço de cerca de R $20,70 por quilo de produto. O preço médio do litro de leite está em R $3,48.

/* */ --