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Análise de Mercado

Vinhos brasileiros geram US$ 900 mil em negócios na ProWine e projetam novas exportações

Ação da ApexBrasil reuniu 24 empresas e compradores de sete países em 140 reuniões; expectativa é de mais US$ 1,9 milhão em negócios nos próximos 12 meses.


Publicado em: 14/10/2026 às 16:30hs

Vinhos brasileiros geram US$ 900 mil em negócios na ProWine e projetam novas exportações

A participação de empresas brasileiras de vinhos, espumantes e sucos de uva no programa Exporta Mais Brasil, durante a ProWine São Paulo 2026, resultou em US$ 900 mil em negócios imediatos, segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A iniciativa também gerou uma previsão de US$ 1,9 milhão em negócios futuros nos próximos 12 meses.

Realizada de 6 a 8 de outubro, a ação conectou 24 empresas nacionais a compradores de sete países. Ao todo, foram promovidas 140 reuniões comerciais para ampliar as exportações e diversificar os destinos da produção brasileira.

A iniciativa integrou o projeto setorial Wines of Brazil e foi desenvolvida em parceria com o Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS).

Compradores de sete países conheceram a produção brasileira

As rodadas reuniram produtores, cooperativas e empresas exportadoras com representantes comerciais da China, Reino Unido, Países Baixos, Angola, Rússia, México e Paraguai.

Os encontros permitiram apresentar produtos e negociar oportunidades de acesso a diferentes mercados. Para Camila Torres Meyer, especialista da Gerência Regional da ApexBrasil, a diversidade da vitivinicultura nacional é um dos atributos que favorecem a presença brasileira no exterior.

Segundo ela, os diferentes terroirs do país possibilitam a elaboração de vinhos, espumantes e sucos de uva com características próprias. A especialista avalia que as conexões estabelecidas durante o evento demonstram o interesse dos compradores estrangeiros pela produção nacional e podem abrir espaço para novos negócios.

Visitas e degustações aproximam oferta e demanda internacional

Além das reuniões comerciais, os compradores participaram de visitas a vinícolas, degustações e apresentações de produtos. A programação buscou proporcionar contato direto com os processos produtivos e as novidades do setor.

De acordo com Rafaela Albuquerque, especialista da Gerência de Agronegócios da ApexBrasil, essa experiência ajuda a aproximar a oferta brasileira das necessidades de cada mercado.

Na avaliação da especialista, conhecer a produção permite aos importadores compreender melhor a capacidade de inovação, a variedade e as características dos produtos disponíveis para exportação.

Exportações de vinhos e espumantes crescem 23,73%

A ação comercial ocorreu em um período de expansão das vendas externas. No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras de vinhos e espumantes somaram US$ 6,79 milhões, crescimento de 23,73% em relação ao mesmo intervalo de 2025, conforme dados do projeto Wines of Brazil.

Os produtos chegaram a 79 países. Os vinhos responderam por US$ 5,61 milhões em receita, avanço de 24,66% na comparação anual. Já os espumantes alcançaram US$ 1,18 milhão, alta de 19,50%.

Os resultados das rodadas comerciais acrescentam oportunidades à expansão do setor, embora os negócios previstos ainda dependam da conclusão das negociações ao longo dos próximos meses.

Brasil chega a 965 vinícolas registradas

A estrutura produtiva também cresceu nos últimos anos. Segundo o Anuário do Vinho 2026, publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o número de vinícolas registradas passou de 682 em 2020 para 965 em 2025, aumento de 41,5%.

Os estabelecimentos estão distribuídos por 327 municípios. O Rio Grande do Sul concentra o maior número, com 600 vinícolas, seguido por Santa Catarina, com 102, e São Paulo, com 86.

Nesse cenário, iniciativas de promoção comercial, como o Exporta Mais Brasil, buscam transformar a diversidade da produção nacional em oportunidades de exportação e ampliar o relacionamento das empresas brasileiras com compradores internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

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