Análise de Mercado

Vendas da Minerva crescem nos mercados interno e externo

Resultados do segundo trimestre mostram lucro antes do IR e CS de R$ 143,1 milhões, ROIC recorde de 29% e alavancagem (medida pelo índice dívida líquida/LTM EBITDA) de 2,69x, a menor desde 2008


Publicado em: 08/08/2016 às 08:30hs

Vendas da Minerva crescem nos mercados interno e externo

Resultados do segundo trimestre mostram lucro antes do IR e CS de R$ 143,1 milhões, ROIC recorde de 29% e alavancagem (medida pelo índice dívida líquida/LTM EBITDA) de 2,69x, a menor desde 2008; as vendas da divisão carnes cresceram, respectivamente, 5,3% e 6,9% nos mercados interno e externo em comparação com igual período de 2015.

A Minerva Foods (Minerva S.A. – BM&FBOVESPA: BEEF3 | OTCQX:MRVSY), uma das líderes na América do Sul na produção e comercialização de carne in natura, gado vivo e seus derivados, também atuando no setor de processamento de carne bovina, suína e de aves, anuncia os resultados referentes ao segundo trimestre de 2016 (2T16). Entre os destaques, o lucro da companhia antes do Imposto de Renda e Contribuição Social foi de R$ 143,1 milhões; o Retorno sobre Capital Investido (ROIC) atingiu recorde de 29%, mantendo a empresa como referência no setor; o fluxo de caixa decorrente das atividades operacionais foi positivo em R$ 91,8 milhões e de R&$ 1,1 bilhão nos últimos 12 meses (LTM), finalizados em 30/6/16; a alavancagem financeira ao final do 2T16, medida pelo índice dívida líquida/LTM EBITDA, alcançou o menor índice desde 2008, ficando em 2,69 vezes, ou 1,7 vezes inferior à registrada ao final do 2T15; a relação entre a dívida bruta/EBITDA nos últimos 12 meses ficou em 5,23 vezes, o menor patamar dos últimos três anos; e a posição de caixa foi de R$ 2,8 bilhões, duas vezes superior aos vencimentos de curto prazo.

No segundo trimestre deste ano, a receita bruta foi de R$ 2,3 bilhões e, no acumulado dos últimos 12 meses, atingiu novo recorde ao alcançar R$ 10,2 bilhões (15% superior ao mesmo período anterior). A receita líquida do período foi de R$ 2,2 bilhões e a do acumulado dos últimos 12 meses foi de R$ 9,7 bilhões (12,4% superior a igual período anterior). A margem bruta ficou em 20,3%, resultado 2,3 pontos percentuais acima da margem do 2T15. O EBITDA totalizou R$ 238,5 milhões, 10,2% superior ao do 2T15, sendo que a margem EBITDA atingiu 10,7%; nos últimos 12 meses, o EBITDA atingiu novo recorde ao totalizar R$ 1,1 bilhão, com crescimento de 36,6% em relação ao acumulado de igual período do ano anterior, com margem de 11,4%, também superior ao período anterior. A empresa também registrou fluxo de caixa livre positivo de R$ 104 milhões. Se adicionarmos o impacto caixa das despesas com hedge cambial, o fluxo de caixa no 2T16 foi negativo em R$ 55 milhões. No acumulado dos últimos 12 meses, incluindo os efeitos do hedge, o fluxo de caixa foi de R$ 443,5 milhões.

As exportações corresponderam a 67% da receita consolidada da companhia no 2T16. Neste período, as vendas da Divisão Carnes cresceram 6,9% no mercado externo em relação ao 2T15 e, no mercado interno, registraram alta de 5,3%, mesmo diante do cenário econômico adverso no Brasil atualmente. A empresa atribui este resultado ao foco comercial em elevar a sua capilaridade no mercado local, com crescimento dos pontos de venda e atenção ao setor de food service (mais resiliente à crise), e à estratégia de fortalecer sua presença em segmentos de nicho e étnicos no mercado externo.

“Vários fatores contribuíram para a Minerva obter resultados extremamente positivos, mesmo em um cenário desafiador como o do mercado brasileiro desde 2015. Entre eles, destacamos a combinação entre uma estratégia de originação clara, baseada na América do Sul, a forte disciplina de execução dos programas de melhoria de eficiência operacional, como produtividade, rendimento, controle e benchmarks entre unidades, e a excelência em gestão de risco”, comenta Fernando Galletti de Queiroz, presidente da empresa. Ele também ressalta o nível extremamente baixo de alavancagem como um dos principais compromissos da companhia com os seus públicos e as margens operacionais estáveis quando comparadas ao 1T16 e superiores ao do 2T15, além dos recordes de geração recorrente de fluxo de caixa livre e os índices de retorno sobre capital investido.

No mercado internacional, Queiroz destaca também como pontos altos a abertura de dois novos centros de distribuição no Chile e na Colômbia, que reforçam a presença da companhia na América do Sul e elevam a sua competitividade na região, e o crescimento geográfico nos principais mercados importadores de carne bovina por meio da abertura de novos escritórios.

Perspectivas positivas para 2017

Diante dos resultados positivos, a Minerva mantém-se otimista para o próximo ano. A empresa enxerga que, em 2017, a indústria de carne bovina da América do Sul terá inúmeras oportunidades por quatro fatores principais: a) maior disponibilidade de animais para abate; b) maior foco em mercados que ainda têm acessos restritos; c) desequilíbrio entre oferta e demanda de carne em regiões importantes, como o Extremo Oriente e o Oriente Médio; e d) efetiva abertura de novos mercados, cujos efeitos deverão ser efetivamente percebidos nos próximos anos.

Somados a estes fatores, a Minerva entende que a América do Sul possui diferenciais competitivos para se firmar como a principal plataforma mundial de produção de carne bovina, tanto pela estrutura de custos de produção como pelas vantagens naturais da região. E, atenta a este cenário, a companhia informa que manterá centrada nos esforços para execução do seu plano de negócios, que prevê maior penetração comercial nos mercados interno e externo, maior diversificação geográfica na produção e na atuação comercial, gestão eficiente de riscos e foco em geração de retornos consistentes para os seus acionistas.

Fonte: Assessoria de Comunicação Minerva

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