Publicado em: 09/06/2026 às 11:40hs
Teve início nesta segunda-feira (8) o período de vazio sanitário da soja em Mato Grosso, uma das principais ferramentas de defesa fitossanitária utilizadas no combate à ferrugem asiática. A medida segue até 6 de setembro de 2026 e proíbe a existência de plantas vivas de soja em todo o território estadual.
O objetivo é interromper o ciclo do fungo Phakopsora pachyrhizi, agente causador da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais agressivas e economicamente relevantes para a cultura da soja no Brasil.
O calendário fitossanitário foi mantido sem alterações após a publicação de uma nova instrução normativa conjunta da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT).
Com isso, permanece autorizado o plantio da soja para a safra 2026/27 entre os dias 7 de setembro de 2026 e 7 de janeiro de 2027, respeitando os prazos estabelecidos pela legislação estadual.
De acordo com o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), a atualização normativa reforça as medidas de prevenção e controle da ferrugem asiática, sem alterar as datas previamente definidas na Instrução Normativa nº 002/2025.
A entidade destaca a importância do cumprimento das regras por parte dos produtores para garantir a eficácia do programa fitossanitário e reduzir os riscos de disseminação da doença nas próximas safras.
Durante o período de vazio sanitário, os produtores devem eliminar todas as plantas vivas de soja existentes em áreas agrícolas e não agrícolas.
A determinação inclui lavouras recém-colhidas, margens de rodovias, pátios de armazenagem, carreadores, áreas industriais e qualquer local onde ocorra germinação espontânea dos grãos.
As chamadas plantas voluntárias, também conhecidas como "guaxas", representam um dos principais desafios para o controle da ferrugem asiática, pois funcionam como hospedeiras do fungo durante a entressafra, permitindo sua sobrevivência e multiplicação.
A ferrugem asiática está entre as doenças de maior impacto econômico para a sojicultura brasileira. Quando não controlada adequadamente, pode provocar perdas significativas de produtividade e elevar os custos de produção com aplicações de fungicidas.
Por esse motivo, o vazio sanitário é considerado uma estratégia fundamental para reduzir a população do fungo entre uma safra e outra, diminuindo a pressão inicial da doença nas lavouras e aumentando a eficiência do manejo fitossanitário.
Como maior produtor de soja do país, Mato Grosso desempenha papel estratégico na adoção de medidas sanitárias que garantam a competitividade da cadeia produtiva.
O cumprimento rigoroso do vazio sanitário contribui para preservar o potencial produtivo das lavouras, reduzir riscos fitossanitários e fortalecer a sustentabilidade da produção de soja brasileira diante dos desafios da próxima temporada.
Fonte: Portal do Agronegócio
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