Análise de Mercado

Uso de Defensivos Agrícolas no Brasil Aumenta 10,5% em 2023, Revela Pesquisa do Sindiveg

Condições climáticas desafiam e impulsionam tratamentos agrícolas em todo o país


Publicado em: 26/06/2024 às 09:30hs

Uso de Defensivos Agrícolas no Brasil Aumenta 10,5% em 2023, Revela Pesquisa do Sindiveg

No decorrer de 2023, a agricultura brasileira enfrentou um aumento significativo na área tratada com defensivos agrícolas, registrando um crescimento de 10,5% em relação ao ano anterior. Segundo dados da pesquisa conduzida pelo Sindiveg em parceria com a Kynetec Brasil, o aumento é atribuído principalmente à expansão da área cultivada e às condições climáticas que propiciaram o surgimento e a disseminação de pragas e doenças.

Volume e tipos de defensivos utilizados

Ao longo do ano, foram aplicadas 1.424.588 toneladas de defensivos agrícolas em todo o território nacional, representando um aumento de 9,5% em comparação com o ano anterior. Os herbicidas dominaram, correspondendo a 47% do total, seguidos pelos fungicidas (22%), inseticidas (22%), tratamento de sementes (1%) e outros (8%). A área total tratada alcançou 2.240 bilhões de hectares, impulsionada pelo crescimento da área cultivada.

Distribuição por cultivo e mercado

A pesquisa também revelou que a soja liderou a utilização de defensivos, cobrindo 55% da área tratada, seguida pelo milho (18%), algodão (7%), pastagem (6%), cana (4%), trigo (3%) e outros cultivos (7%). O mercado de defensivos agrícolas movimentou US$ 20.706 bilhões em 2023, com a soja representando 47% desse valor, seguida pelo milho (17%), cana (10%), algodão (7%), entre outros cultivos.

Impactos regionais

As mudanças climáticas registradas em diferentes regiões do Brasil influenciaram diretamente o uso de defensivos agrícolas. No Sul, por exemplo, chuvas intensas aumentaram a pressão de doenças fúngicas, enquanto no Centro-Oeste, o clima seco favoreceu a proliferação de pragas. Essas condições continuam a desafiar os agricultores no início de 2024.

Perspectivas para a safra 2023/24

Para a próxima safra, estima-se uma redução de 12,6% nos gastos com defensivos agrícolas, totalizando US$ 19 bilhões. A soja deve manter-se como o principal cultivo em termos de investimento, representando 51% do montante total, seguida pelo milho (14%) e cana (10%). Apesar da redução nos gastos, espera-se um aumento de 7,6% na área tratada em PAT (produto por área tratada), refletindo o crescimento contínuo das áreas cultivadas de soja, milho e outros cultivos estratégicos.

Esses números destacam o desafio constante enfrentado pelos produtores brasileiros para garantir a saúde das lavouras e a produtividade, adaptando-se às condições climáticas e às demandas do mercado agrícola global.

Fonte: Portal do Agronegócio

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