Publicado em: 04/07/2023 às 11:45hs
Interessante notar que, para a confirmação desse adicional, o Brasil precisa entrar com uma quota mais de 40% superior, ou seja, com 219 mil toneladas a mais, volume que também cobrirá os déficits previstos para União Europeia e Argentina (cada um com previsão de cerca de 70 mil toneladas a menos), além das 33 mil toneladas de queda do bloco de países colocados após os 10 principais exportadores. Ou seja: se as exportações brasileiras permanecessem nos mesmos 4,6 milhões de toneladas de 2022, as exportações mundiais recuariam quase meio por cento.
À primeira vista, parece que a FAO deposita exagerada confiança no desempenho brasileiro. Mas não é não, pois os quase 5% de aumento previstos para nossas exportações se encontram, até, aquém da realidade. Assim, por exemplo, considerada apenas a carne de frango, o acumulado nos cinco primeiros meses de 2023 aumentou quase 11% em relação a idêntico período de 2022, enquanto o total já embarcado (pouco mais de 2,130 milhões/t em cinco meses) representa quase a metade do total anual previsto pela FAO para o Brasil.
Fonte: AviSite
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