Publicado em: 12/12/2025 às 10:45hs
A consultoria StoneX projeta que o consumo de diesel B no Brasil alcance 69,1 milhões de m³ em 2025, um aumento de 2,7% em relação ao ano anterior. Apenas no bimestre novembro–dezembro, as vendas devem somar 11 milhões de m³, volume 4,9% superior ao registrado no mesmo período de 2024.
De acordo com o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro, o desempenho é sustentado pela retomada do plantio de soja e pela intensificação das operações logísticas no campo.
“Para novembro, esperamos que a reaceleração do plantio de soja mantenha as vendas de diesel B em níveis elevados, com queda menor em relação a outubro quando comparado a anos anteriores”, afirma Cordeiro.
A StoneX aponta que o aumento no consumo de diesel B continua sendo impulsionado pelo fortalecimento da produção agrícola e industrial, que eleva a demanda por transporte rodoviário e ferroviário de cargas.
“A dinâmica atual da economia brasileira, especialmente nos setores agrícola e industrial, continua resultando em maior uso de diesel B. O fluxo de cargas está mais intenso, o que se reflete diretamente nos volumes comercializados”, explica o analista.
Para 2026, a StoneX manteve a projeção de crescimento de 1,9% na demanda nacional por diesel B, com o consumo total previsto em 70,4 milhões de m³.
Mesmo com a expectativa de queda na produção de milho, fatores estruturais, como o avanço da produção de soja e o crescimento industrial, devem sustentar o aumento do consumo. Segundo a consultoria, o cenário deve manter o ritmo de intensificação dos fretes rodoviários e ferroviários, reforçando o papel do combustível na logística nacional.
“O crescimento projetado para 2026 reflete a continuidade da expansão agrícola e industrial, que são pilares essenciais para o aumento do fluxo logístico no país”, ressalta Cordeiro.
As regiões Sul e Sudeste devem ser as principais responsáveis pelo aumento do consumo de diesel B em 2026, com incrementos superiores a 400 mil m³ cada. No Sul, o destaque será a recuperação da produção de soja no Rio Grande do Sul, após a forte quebra de safra registrada em 2025.
Já o Centro-Oeste deve apresentar ritmo mais moderado de expansão, com crescimento inferior a 50 mil m³, devido à expectativa de queda na produção de soja e milho. No Nordeste, o avanço também tende a ser limitado, acompanhando a desaceleração dos setores agrícola e industrial.
Fonte: Portal do Agronegócio
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