Publicado em: 01/04/2026 às 09:00hs
Março marca o início do período de colheita de culturas como soja e milho no Rio Grande do Sul, momento que simboliza o fechamento de meses de planejamento e investimento no campo. No entanto, especialistas alertam que, mesmo nesta fase final, a safra ainda está exposta a riscos significativos.
Segundo Daniel Tréz, coordenador de Seguros Rurais da Cabergs Seguros, a etapa entre a maturação das lavouras e a colheita efetiva é quando ocorrem grande parte dos sinistros agrícolas no estado.
“Essa fase concentra riscos porque todo o investimento realizado ao longo de meses está prestes a se converter em receita. Qualquer evento climático nesse intervalo pode gerar perdas imediatas, seja atrasando a operação de colheita, seja afetando diretamente os grãos já formados”, explica Tréz.
O período de colheita representa um paradoxo financeiro: praticamente todos os custos da safra — sementes, fertilizantes, defensivos, combustível, maquinário e financiamentos — já foram assumidos, mas a produção ainda não gerou receita.
“Se ocorrer um evento climático na fase final, ele pode comprometer a produção justamente quando todo o investimento já foi feito”, alerta Tréz. Por isso, a colheita é considerada um dos momentos de maior exposição econômica do ciclo agrícola.
As perdas podem ocorrer de diversas formas:
A preocupação com a colheita se intensifica diante do histórico recente de eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul, como estiagens severas, chuvas intensas e enchentes.
“Existe uma percepção maior de que o clima está mais imprevisível e que depender apenas da produtividade pode ser arriscado”, observa Tréz. “Ferramentas como o seguro agrícola ajudam a proteger o resultado financeiro da safra e dão mais segurança para que o produtor continue investindo.”
Especialistas destacam que o seguro agrícola vai além da proteção da lavoura, funcionando como uma ferramenta de gestão financeira.
Quando um evento climático ocorre na fase final da safra, o impacto atinge não apenas a produção, mas também o custeio já realizado, a renda esperada e a capacidade de iniciar o próximo plantio.
“Nesse contexto, o seguro deixa de ser um custo adicional e passa a ser a proteção de meses de trabalho e investimento”, conclui Tréz.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias