Análise de Mercado

Renda do setor agropecuário sobe para R$ 515,2 bilhões

A Coordenação Geral de Estudos e Análises, vinculada à Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, revisou para cima sua projeção do valor bruto da produção agropecuária (VBP), que reflete ofaturamento dos principais setores do agronegócio brasileiro


Publicado em: 17/03/2016 às 19:50hs

Renda do setor agropecuário sobe para R$ 515,2 bilhões

A previsão divulgada hoje pelo governo federal é de receita dentro da porteira da ordem de R$ 515,2 bilhões, montante 1,9% (R$ 9,84 bilhões) superior ao projetado no mês passado e 0,7% (3,79 bilhões) acima do obtido em 2015.

Após a previsão de queda no mês passado, a projeção atual é de aumento de 2,8% (R$ 9,2 bilhões) na renda do setor agrícola em relação ao ano passado, para R$ 338,63 bilhões. Na compara com o estimado em fevereiro deste ano o aumento foi de 3,1% (R$ 10,98 bilhões).

No caso do setor de proteínas animais houve recuo de 0,1% (R$ 230 milhões) na projeção de renda comparado ao mês passado, com a previsão de faturamento de R$ 171,6 bilhões. Em relação ao ano passado a previsão é de queda de 3% (R$ 5,41 bilhões).

O estudo mostra que a soja ampliou sua liderança como principal produto do agronegócio brasileiro, devido à colheita de mais uma safra recorde e à sustentação dos preços recebidos em reais, por conta da desvalorização cambial, que contralançou a queda nas cotações internacionais.

A projeção do valor bruto da produção da soja subiu 0,4% (R$ 520 milhões) em relação ao mês passado e foi estimado em R$ 123,68 bilhões. O aumento previsto é da ordem de 12,3% (R$ 13,5 bilhões) em relação ao montante registrado para o ano passado.

A recuperação dos preços do milho no primeiro bimestre deste ano, impulsionados pela exportação recorde para o período, com embarque de 9,8 milhões de toneladas, também levou o Ministério da Agricultura a rever para cima suas estimativas de renda na venda do cereal pelos agricultores.

A renda dos produtores de milho está estimada em R$ 43,99 bilhões, valor 12,4% (R$ 4,86 bilhões) superior ao projetado no mês passado e 3,7% (R$ 1,57 bilhão) acima do calculado para o mês passado.

Outro destaque do estudo no setor agrícola foi a revisão para cima (7,9% ou R$ 3,61 bilhões) no faturamento do setor canavieiro comparado ao mês passado, com projeção agora de R$ 49,19 bilhões. Mesmo assim a renda prevista se mantém 4,3% (R$ 2,22 bilhões) abaixo da registrada no ano passado.

No setor de proteínas animais a previsão é de queda anual de 1% (R$ 740 milhões) na renda da pecuária de corte, para R$ 75 bilhões, apesar da revisão para cima em relação ao mês passado (1,9% ou R$ 1,40 bilhão).

No caso da avicultura de corte a perspectiva é de queda de 0,1% (60 milhões) na renda em relação ao ano passado, com projeção atual de R$ 50,87 bilhões, valor 0,8% (R$ 380 milhões) acima do estimado no mês passado.

Fonte: Revista Globo Rural

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