Publicado em: 12/03/2026 às 17:00hs
O mais recente relatório WASDE (World Agricultural Supply and Demand Estimates), divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e analisado pela consultoria Agro Itaú BBA, trouxe novas revisões para o balanço global de soja, milho e trigo na safra 2025/26.
A atualização de março aponta ajustes importantes nas projeções de produção, consumo e estoques mundiais, além de mudanças nas estimativas de alguns dos principais produtores e exportadores globais.
Segundo o levantamento, as revisões refletem ajustes nas perspectivas de safra em países-chave, além de mudanças no ritmo de consumo e comércio internacional.
Ajustes na Argentina e aumento do processamento nos EUA influenciam balanço global
No mercado de soja, o relatório revisou ligeiramente para baixo a produção global da safra 2025/26, passando de 428 milhões para 427 milhões de toneladas.
Entre os principais destaques do relatório estão:
No cenário global, o balanço indica:
O relatório também projeta crescimento na produção brasileira, que pode atingir 180 milhões de toneladas na safra 2025/26, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais da oleaginosa.
Revisões positivas para Ucrânia e Brasil compensam ajustes em outros países
Para o milho, o relatório do USDA trouxe uma revisão para cima nos estoques finais globais, que passaram de 289 milhões para 293 milhões de toneladas.
Entre as principais alterações estão:
No balanço global do cereal, as estimativas indicam:
O relatório também aponta crescimento significativo da produção nos Estados Unidos, que pode alcançar 432 milhões de toneladas, um aumento de 14% em relação ao ciclo anterior.
Ajustes em Austrália, Ucrânia e Argentina marcam atualização do relatório
No caso do trigo, o USDA reduziu levemente a estimativa de estoques finais globais para a safra 2025/26, passando de 278 milhões para 277 milhões de toneladas.
As principais revisões incluem:
Esses ajustes refletem mudanças nas condições de produção e no comércio internacional do cereal.
De modo geral, o relatório de março do USDA indica um cenário de oferta global ainda elevada para os principais grãos, embora com ajustes pontuais entre os países produtores.
Entre os pontos que o mercado deve acompanhar nos próximos meses estão:
Esses fatores continuam sendo determinantes para a formação dos preços internacionais e para o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado agrícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
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