Análise de Mercado

Preço médio do frango exportado ? por UF e por Região

Matéria de hoje na qual é analisado o desempenho estadual e regional das exportações de carne de frango no primeiro semestre de 2013 também comenta que embora lidere todas as UFs no volume embarcado, o Paraná tem receita cambial menor que a de Santa Catarina (que, neste último quesito, está à frente das demais UFs), o que pressupõe embarques com menor valor agregado


Publicado em: 19/07/2013 às 10:50hs

Preço médio do frango exportado ? por UF e por Região

Isso fica mais claro ao se contrapor a receita cambial obtida por cada UF ao respectivo volume exportado. Tem-se aí o preço médio por tonelada embarcada e a indicação, entre outras, de que o produto catarinense foi o segundo mais valorizado no período, alcançando preço médio 20% superior ao da carne de frango paranaense.

Isso ocorre porque o volume de cortes, de industrializados e de carne salgada exportado por Santa Catarina foi maior que o do Paraná. E os três itens alcançam valor médio superior ao do frango inteiro.

Por sinal, no semestre o Paraná liderou a exportação de frango inteiro, embarcando volume (240 mil toneladas) três vezes maior que o de Santa Catarina (80 mil toneladas). Mas, de certa forma, acabou sofrendo perda até nesse quesito, pois o valor médio do produto paranaense ficou 5,5% abaixo do alcançado pelo frango inteiro catarinense.

O gráfico abaixo mostra o preço médio alcançado pelas 14 Unidades Federativas (13 estados + Distrito Federal) e pelas cinco Regiões brasileiras no primeiro semestre de 2013. Nele, a grande surpresa é a presença do estado do Pará na primeira posição, com um valor médio quase 27% superior ao de Santa Catarina.

Mas até isso tem explicação lógica: no semestre, o Pará exportou apenas 14.150 quilos (ressalte-se: quilos, não toneladas) de carne de frango, o que o torna o menor exportador brasileiro. Mas suas exportações se restringiram apenas à carne de frango salgada, a que vem obtendo melhor preço entre os quatro itens exportados. E a receita cambial auferida pelo Pará, embora somando apenas US$43.350, indica que seu preço médio foi de US$3.063,60/tonelada.

Quem fica em situação absolutamente oposta é o Espírito Santo, cujo preço médio no semestre correspondeu a pouco mais de um quinto (22%) do valor paraense. De acordo com os dados da SECEX/MDIC, as exportações capixabas do período ficaram resumidas a cortes, supondo-se, neste caso, que tenham sido cortes de menor valor agregado – patas de frango, por exemplo.

Fonte: Avisite

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