Análise de Mercado

Preços dos combustíveis no brasil apresentam defasagem em relação ao mercado internacional, revela Abicom

Levantamento da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis destaca diferenças nos valores do diesel e da gasolina, apontando potenciais aumentos por litro


Publicado em: 31/01/2024 às 18:20hs

Preços dos combustíveis no brasil apresentam defasagem em relação ao mercado internacional, revela Abicom

O preço do diesel no Brasil está, em média, 11% abaixo da paridade internacional, sinalizando a possibilidade de um aumento de R$ 0,45 por litro, conforme aponta pesquisa realizada pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Nas refinarias da Petrobras, essa defasagem chega a 13%, abrindo espaço para uma potencial alta de R$ 0,50 por litro, segundo informações da associação. A Abicom destaca ainda que as janelas de importação para o diesel estão fechadas há 34 dias, e para a gasolina, há 13 dias.

Apesar da estabilidade cambial, a Abicom observa que os preços de referência da gasolina e do óleo diesel apresentaram valorização no mercado internacional no fechamento da última sexta-feira. A associação ressalta que, mesmo com essa estabilidade, os cenários médios de preços permanecem abaixo da paridade para o óleo diesel e a gasolina.

A refinaria privada Acelen, detentora de 14% do mercado de combustíveis no Brasil, elevou o preço do diesel na última quarta-feira em R$ 0,08 por litro. Contudo, mesmo com esse ajuste, os preços continuam 9% abaixo dos praticados no Golfo do México, região referencial para os importadores brasileiros devido às refinarias norte-americanas. A Abicom destaca que o último reajuste do diesel pela Petrobras ocorreu há 34 dias.

No caso da gasolina, as refinarias da estatal não realizam reajustes há 101 dias, mantendo-se alinhadas ou até mesmo com preços superiores ao mercado internacional por semanas. Com a recente alta do petróleo, o combustível também subiu no Golfo, e a média de negociação no Brasil apresenta um preço 7% menor. Nas refinarias da Petrobras, essa diferença chega a 8%, podendo resultar em um potencial aumento de R$ 0,23 por litro, conforme levantamento da Abicom.

Vale ressaltar que a Petrobras abandonou a política de paridade de importação (PPI) em maio, adotando uma estratégia comercial baseada no melhor preço e oportunidade, enquanto a Acelen realiza reajustes semanais.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias
/* */ --