Análise de Mercado

'PIB mensal' da Serasa sinaliza continuidade da recessão no 3º tri

Atividade econômica caiu 0,1% em julho na comparação com junho. No ano, a retração acumulada é de 4,4% frente ao mesmo período de 2015.


Publicado em: 20/09/2016 às 16:30hs

'PIB mensal' da Serasa sinaliza continuidade da recessão no 3º tri

A atividade econômica no Brasil caiu 0,1% em julho, na comparação com junho, segundo o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica, também conhecido como "PIB mensal".

Em comparação com o mesmo mês do ano passado, a retração é maior, de 3,2%. No acumulado do ano até julho, a atividade econômica brasileira registrou contração de 4,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com os economistas da Serasa, a queda do "PIB mensal" em julho "é um sinal de que a recessão econômica pode se estender por mais um trimestre, antes de demonstrar qualquer sinal de estabilização".

Entre os fatores que continuam pressionando a economia, a Serasa destaca "desemprego em ascensão, inflação e juros ainda em patamares elevados".

Por setores

Segundo o indicador, a agropecuária recuou 1,5% em julho e a indústria, 1,4%. Já serviços avançou 0,3%, sendo o único componente da oferta a apresentar crescimento.

Já do ponto de vista da demanda, todos os componentes recuaram em julho: consumo das famílias (-0,7%); consumo do governo (-0,3%) e investimentos (-2,3%).

O setor externo contribuiu para evitar uma queda maior em julho, com alta de 4,9% nas exportações e queda de 6,9% das importações.

Previsões do mercado

O mercado financeiro melhorou a sua previsão para o PIB de 2016, de um encolhimento de 3,20%, na semana retrasada, para um "tombo" menor, de 3,18% na última semana, segundo a última publicação do boletim Focus do Banco Central.

Com a previsão de um novo "encolhimento" do PIB neste ano, essa também será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de queda no nível de atividade da economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948. No ano passado, o recuo foi de 3,8%, o maior em 25 anos.

No segundo trimestre, ao PIB recuou 0,6% em relação ao trimestre anterior, segundo o IBGE, acumulando 6 trimestres seguidos de queda.

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