Publicado em: 30/05/2023 às 17:00hs
Em várias regiões de Minas Gerais, a colheita de café já começou. Desde já, há uma grande expectativa entre os produtores para a safra 2023. Isso porque, de acordo com projeções da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção deve alcançar 55 milhões de sacas, número superior ao de 2022. No entanto, o período da colheita de café requer cuidados jurídicos para uma safra mais segura. É o que informa o portal Notícias Agrícolas.
Conforme a Conab, a produção cafeeira de Minas Gerais deve ser a maior do Brasil e pode atingir o equivalente a 27,5 milhões de sacas. Nesse sentido, o Sul de Minas deve colher um pouco mais de 13 milhões nesta safra. Portanto, os cafeicultores mineiros, principalmente os do sul do estado, têm bastante trabalho pela frente.
Entretanto, o advogado Vinicius Souza Barquette, especialista em agronegócio café, faz um alerta. Em primeiro lugar, além dos preparos com materiais, maquinários, estrutura física e mão de obra, os produtores devem se atentar com os cuidados jurídicos que envolvem a colheita de café.
“Para que o cafeicultor possa ter uma boa rentabilidade com a sua produção, é preciso que ele se preocupe com todos os aspectos jurídicos da safra. Às vezes, a dor de cabeça surge justamente por falta de conhecimento de questões legais relevantes”, explica Barquette.
Em outras palavras, os pontos que precisam de maior atenção dos cafeicultores abrangem duas áreas. A primeira, pois, se refere à mão de obra, quando se faz necessário cuidados com os contratos (de Safra e Intermitente) e com a saúde e segurança do trabalhador. Com cautela redobrada com os principais aspectos da Norma Regulamentadora 31.
Já a segunda questão diz respeito aos créditos e contratos. “O produtor precisa ficar bem atento com crédito rural, compra e venda futura de café, CPR e barter. Todos esses itens são modalidades de negócios comuns no período de safra, mas, como envolvem questões legais, é sempre importante o produtor ficar muito atento”, completa Barquette.
Uma safra bem-sucedida, portanto, não se trata apenas de sucesso na colheita dos grãos. Os cuidados jurídicos são tão importantes quanto a bebida do café. Principalmente para que a rentabilidade final da produção seja a mais positiva possível.
Por fim, sempre que houver dúvidas, o cafeicultor não deve hesitar em consultar um especialista na área. Dessa forma, ele poderá garantir uma colheita com mais cuidados jurídicos.
Fonte: Hub do Café
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