Publicado em: 28/05/2026 às 10:50hs
A pecuária de Mato Grosso deve alcançar um novo patamar em 2026, com movimentação estimada em R$ 42,1 bilhões, alta de 6,8% em relação a 2025, segundo projeções do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O desempenho reforça a relevância da atividade dentro da economia agropecuária estadual e amplia sua participação no Valor Bruto da Produção (VBP).
Com o avanço, a pecuária deve responder por cerca de 20,2% do VBP do agro mato-grossense. No total, o VBP da agropecuária estadual está projetado em R$ 208,3 bilhões para o ano, com maior peso relativo da pecuária em um cenário de desaceleração do desempenho agrícola.
O bom momento do setor já aparece nos indicadores de produção. No primeiro trimestre de 2026, Mato Grosso registrou o abate de 1,8 milhão de bovinos, o maior volume já observado para o período. O resultado representa alta de 6,7% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.
O desempenho consolida o estado como um dos principais polos da pecuária brasileira, com forte atuação tanto no abastecimento do mercado interno quanto nas exportações de carne bovina.
Segundo análise do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), a expansão da pecuária ocorre mesmo diante de um cenário econômico mais desafiador, sustentada pela maior eficiência produtiva e pela tecnificação das propriedades.
“A pecuária mostra sua força ao crescer mesmo em um cenário de retração econômica. Isso acontece porque o setor está mais eficiente, mais tecnificado e conectado às demandas do mercado, seja ele interno ou externo”, destaca Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac).
Entre os principais fatores que impulsionam o resultado estão a valorização da arroba do boi gordo e a demanda consistente por animais terminados, tanto no mercado doméstico quanto no exterior.
O setor também começa a apresentar mudanças no ciclo produtivo. A retenção de fêmeas no campo, estratégia adotada por parte dos produtores, tende a reduzir gradualmente a oferta de animais ao longo do ano.
Esse movimento pode contribuir para a sustentação dos preços da arroba, mantendo um ambiente considerado positivo para a atividade pecuária em 2026.
“A retenção de fêmeas e a valorização da arroba indicam um ambiente favorável para os próximos meses. O produtor que estiver alinhado com eficiência e qualidade tende a aproveitar melhor esse momento de mercado”, reforça Bruno de Jesus Andrade.
Fonte: Portal do Agronegócio
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