Análise de Mercado

O que esperar do Plano Agrícola e Pecuário (PAP)?

A partir de agora o final do mês de junho, quando deverá ser lançado o PAP da safra 2023/24, que vai de julho/2023 a junho/2024, as tensões aumentam nas mesas de negociações


Publicado em: 11/05/2023 às 09:20hs

O que esperar do Plano Agrícola e Pecuário (PAP)?

A partir de agora o final do mês de junho, quando deverá ser lançado o PAP da safra 2023/24, que vai de julho/2023 a junho/2024, as tensões aumentam nas mesas de negociações para definir as regras que vigorarão para distribuir os recursos aos produtores. Nas últimas temporadas, o avanço das tendências vai na direção para reduzir os subsídios em função da premência do governo em fazer o controle do orçamento fiscal. 

Mesmo nesse ambiente de aperto, o agronegócio mostra capacidade produções crescentes e balanças comerciais satisfatórias para economia do País.  Na recente reunião com grupo de ex-ministros do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para debater os obstáculos enfrentados e os próximos desafios a serem vindos na agropecuária brasileira, ministro Carlos Fávaro frisou que “acima das homenagens merecidas, queremos ter a experiência dos ex-ministros como conselheiros para fazer do agro esse grande orgulho do Brasil”.

Em cima de temas como sustentabilidade, competitividade e inovação, dentre outros, cinco pontos oportunos merecem ser analisados.

1.PLANO AGRÍCOLA E PECUÁRIO (PAP) DA SAFRA 2023/24

A linha mestre traçada será baseada do Plano da Agricultura de Baixo Carbono (ABC). As normas estimularão os agricultores a aderirem práticas sustentáveis através condições atraentes de financiamento. Nesta década de 2020, mexeram com a economia mundial, a pandemia do Covid-19 anunciada e a invasão e guerra da Rússia contra a Ucrânia. De um modo geral, o ambiente favorece o diálogo do agro com relação às prioridades nas demandas concedidas pelas autoridades governantes

2.IMPORTÂNCIA DA AGRICULTURA SUSTENTÁVEL DO BRASIL

A Conferência das Partes (COP) das da Convenção Quadro da Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla inglesa) se tornou um dos maiores formadores de opinião para debater e buscar soluções para a crise climática. A proposta do MAPA para montar o Plano Safra 2023/24 em cima do Plano ABC aparece em bom momento, pois contribui para a mostrar externamente a imagem do potencial agrícola e ambiental existente no país. As metas e tecnologias para o Plano ABC+ de 2020 a 2030 estimula a regularização ambiental e o cumprimento do Código Florestal.

3.DIÁLOGO E NEGOCIAÇÃO COM O MAPA

Os produtores enfrentam conjuntura difícil na programação do plantio da safra de verão. Existem fatores adversos de custos altos na produção das lavouras e os baixos preços para comercialização dos produtos agropecuários. As margens de comercialização ficaram mais apertadas. Essas interrupções nos programas de crédito rural deixam os produtores sem previsão no controle dos seus fluxos de caixas para antecipar a aquisição de insumos e conseguir melhores condições de preços e mercados. As expectativas são que inovações sejam introduzidas nas operações de crédito rural.

4.RECURSOS PARA O PLANO SAFRA 2023/24

A expansão da agropecuária brasileira acumula ritmo vertiginoso de crescimento neste século. Apesar desse desempenho nunca ter ocorrido antes na sua curta história, iniciada durante a década 1970, há ampla probabilidade da continuidade desse processo. Isso significa que a demanda por crédito continuará em compasso de crescimento como necessidade de mais recursos financeiros. Para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) da Safra 2023/24, a Confederação Nacional da Agricultura do Brasil (CNA) projeta necessidade de aumento nas dotações do crédito rural.

5.MERCADO DE CAPITAIS NO PLANO SAFRA 2023/24

A modernização do agro requer mais capital dos agentes financeiros, dos próprios produtores e das traders, distribuidoras, cooperativas e mercado financeiro. Em momento chave, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), responsável pelas regras do sistema financeiro, acaba de estabelecer parcerias com o Instituto Pensar Agro (IPA) e o Instituto Brasileiro de Direito Agrário (IBDA). O propósito é difundir informação diversidade de alternativas no financiamento da produção, com a promoção de estudos, pesquisas e realização de eventos. Certamente, essa integração entre sistema nacional de crédito rural e o mercado de capitais fortalecerá o agronegócio nacional.

Por Luiz Antonio Pinazza - Engenheiro Agrônomo - agronegócio e sustentabilidade, Colaboração Aline Merladete

Fonte: Agrolink

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