Publicado em: 14/07/2023 às 11:10hs
Apesar da reação dos valores pagos pelo suíno vivo (posto na indústria) e pela carne na segunda quinzena de junho, as médias mensais dos preços do animal e da proteína ficaram abaixo das registradas em maio; no comparativo anual, as variações (em termos reais) seguiram direções opostas nas praças acompanhadas pelo Cepea.
Depois de recuarem em maio, as exportações brasileiras de carne suína (considerando-se produtos in natura e processados) voltaram a subir em junho, alcançando, inclusive, o maior volume escoado na parcial deste ano. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), de maio para junho, o Brasil embarcou 107 mil toneladas de carne suína, volume 6,3% maior que o exportado em maio e ainda 16,3% acima do escoado em junho de 2022.
Apesar das desvalorizações do milho e do farelo de soja de maio para junho, o poder de compra do suinocultor paulista caiu frente a esses importantes insumos da atividade no último mês. Isso porque as quedas nos preços do animal vivo foram ainda mais acentuadas no período.
Em junho, os valores médios das carnes suína, de frango e bovina, todas comercializadas no atacado da Grande São Paulo, registraram quedas frente aos do mês anterior. Porém, a desvalorização da proteína bovina foi mais intensa. Diante disso, a competitividade da proteína suinícola caiu frente à carne bovina, mas subiu em relação à avícola.
Fonte: CEPEA
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