Análise de Mercado

Na produção do frango, custo da alimentação reaproxima-se (mas permanece acima) dos níveis pré-pandêmicos

Embora tenha retrocedido em relação ao recorde histórico registrado em 2021, reaproximando-se dos índices registrados antes da pandemia, a participação da alimentação no custo de produção ainda continua elevada


Publicado em: 20/06/2023 às 13:50hs

Na produção do frango, custo da alimentação reaproxima-se (mas permanece acima) dos níveis pré-pandêmicos

No quinquênio 2015/2019, período que antecedeu a pandemia de Covid-19, a alimentação correspondeu a menos de 68,5% do custo do frango, com variações mínimas de um ano para outro. Esse índice subiu para 70,2% no primeiro ano da pandemia (2020), atingindo valor recorde no ano seguinte (2021), ocasião em que representou 76,5% do custo total. Retrocedeu em 2022, mas ainda permaneceu próxima dos 76%. Neste ano responde por 71,1% do custo (todos os valores levam em consideração o período janeiro-maio).

Notar que no quinquênio 2015/2019 o item classificado como “outros custos” (representado, principalmente, por pintos de um dia e produtos veterinários) ficou próximo de 22%, caindo para perto de 16% com o recorde de 2021 da alimentação. Representa, agora, 19,3% do custo total, permanecendo 11% abaixo do índice registrado entre 2015 e 2019.

Outro dois itens (mão-de-obra e depreciação) retrocederam ou permaneceram estáveis. Não foi o caso, porém, do custo de capital, que atinge seu ápice agora, em 2023. E o índice de aumento, neste caso, não foi pequeno – de 100% em relação ao quinquênio 2015/2019. Culpa da Taxa Selic, motivo de queixa generalizada no País no corrente exercício.

Oportuno ressalvar que a redução e a reaproximação da alimentação aos padrões pré-pandêmicos referem-se apenas à participação do item no custo total. Porque, em valor monetário, a alimentação permanece com um custo mais de 90% superior ao registrado, por exemplo, um ano antes da pandemia, em 2019.

Fonte: AviSite

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