Análise de Mercado

Mercado do café inicia quinta-feira com viés de alta e produtor atento ao avanço do dólar

Bolsa de Nova York sobe, dólar avança frente ao real e negociações podem ganhar ritmo no mercado físico brasileiro


Publicado em: 28/05/2026 às 11:21hs

Mercado do café inicia quinta-feira com viés de alta e produtor atento ao avanço do dólar

O mercado brasileiro de café deve registrar preços mais altos nesta quinta-feira, impulsionado pela valorização dos contratos futuros na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e pela alta do dólar frente ao real. O cenário reforça a expectativa de maior movimentação comercial por parte dos produtores, que tendem a aproveitar o ambiente favorável para fechar novos negócios.

Após uma quarta-feira marcada por pressão negativa nos preços internos, o mercado inicia o dia em recuperação, sustentado principalmente pela reação positiva das cotações internacionais do café arábica.

Na sessão anterior, o mercado físico brasileiro apresentou recuo nos preços em diversas regiões produtoras. A desvalorização do arábica em Nova York e do robusta na Bolsa de Londres pressionou as cotações domésticas, embora a valorização do dólar tenha limitado perdas mais intensas.

O ritmo de negociações permaneceu irregular ao longo do dia. Enquanto algumas praças registraram vendas pontuais de pequenos lotes, outras tiveram baixa liquidez e pouca movimentação. Compradores seguiram retraídos, reduzindo suas bases de compra, especialmente para o café arábica.

Preços do café nas principais regiões produtoras

No Sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação foi negociado entre R$ 1.710 e R$ 1.720 por saca, abaixo dos R$ 1.730 a R$ 1.740 registrados anteriormente.

No Cerrado Mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação ficou entre R$ 1.730 e R$ 1.740 por saca, ante R$ 1.750 a R$ 1.760 no fechamento anterior.

Já na Zona da Mata mineira, o café arábica tipo “rio” 7, com 20% de catação, apresentou preços entre R$ 1.200 e R$ 1.210 por saca, contra os R$ 1.210 a R$ 1.220 praticados anteriormente.

Para o conilon, os preços em Vitória, no Espírito Santo, também recuaram. O tipo 7 foi cotado entre R$ 950 e R$ 955 por saca, enquanto o tipo 7/8 ficou entre R$ 945 e R$ 950.

Estoques certificados de café seguem em queda nos Estados Unidos

Os estoques certificados de café armazenados nos depósitos credenciados pela ICE Futures voltaram a cair. Em 27 de maio de 2026, os volumes somavam 443.608 sacas de 60 quilos, redução de 3.208 sacas em relação ao dia anterior.

A diminuição dos estoques monitorados pela bolsa norte-americana continua sendo acompanhada de perto pelo mercado internacional, já que o movimento pode contribuir para maior sustentação dos preços futuros.

Bolsa de Nova York opera em alta

Na manhã desta quinta-feira, os contratos do café arábica avançam na ICE Futures US. O vencimento julho de 2026 sobe 2,36%, negociado a 268,30 centavos de dólar por libra-peso.

Na sessão anterior, o mesmo contrato encerrou o dia cotado a 269,85 centavos de dólar por libra-peso, acumulando queda de 1,5%.

Dólar em alta reforça sustentação dos preços internos

O dólar comercial opera em alta de 0,17%, cotado a R$ 5,0703. O avanço da moeda norte-americana tende a favorecer a competitividade das exportações brasileiras e ajuda a sustentar os preços do café no mercado interno.

Já o Dollar Index, indicador que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de divisas, avança 0,09%, aos 99,305 pontos.

Cenário externo acompanha bolsas e petróleo

No cenário internacional, as bolsas asiáticas encerraram o pregão sem direção única. A bolsa da China subiu 0,12%, enquanto o mercado japonês recuou 0,47%.

Na Europa, os principais índices operam em baixa, refletindo cautela dos investidores. Paris cai 0,52%, Frankfurt recua 0,54% e Londres perde 1,06%.

O petróleo registra forte valorização nesta quinta-feira. O contrato julho do WTI negociado em Nova York sobe 3,04%, cotado a US$ 91,35 por barril, movimento que também influencia o humor dos mercados globais e as expectativas inflacionárias.

Fonte: Portal do Agronegócio

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