Publicado em: 28/05/2024 às 10:50hs
O mercado de adjuvantes agrícolas, produtos adicionados à calda de defensivos para melhorar a mistura e aplicação, movimentou R$ 2,9 bilhões no Brasil em 2023. Esse segmento cresceu quatro vezes em nove safras, registrando um crescimento médio anual de 19%. Em 2015, as vendas de adjuvantes totalizaram R$ 734 milhões, segundo levantamento FarmTrak da Kynetec Brasil, que analisa o manejo de produtores em mais de 20 culturas.
A soja lidera a demanda por adjuvantes, com R$ 1,6 bilhão em vendas, representando 56% do total. O milho segue em segundo lugar, com 18% ou R$ 522 milhões. Trigo e algodão estão empatados na terceira posição, cada um com 5% das transações, R$ 140 milhões e R$ 136 milhões, respectivamente. A cana-de-açúcar responde por 4% ou R$ 113 milhões, enquanto outras culturas completam o restante.
Regionalmente, o Centro-Oeste liderou a receita da indústria, com 41% das compras, totalizando R$ 1,2 bilhão em 2023. Mato Grosso, em particular, destacou-se na série histórica, acumulando 56% do total ou R$ 666 milhões. Os estados do Sul adquiriram R$ 835 milhões, representando 28% do mercado nacional.


Raquel Ribeiro, especialista da Kynetec, destaca o crescimento expressivo do uso de adjuvantes nas lavouras brasileiras. Na soja, a adoção subiu de 87% em 2015 para 98%. No milho safrinha, o uso aumentou de 59% para 95% e, no verão, de 43% para 80%. Na cana-de-açúcar, a adoção passou de 39% para 71%.
Outras culturas também contribuíram para o crescimento do mercado de adjuvantes. No eucalipto, a adoção saltou de 10% para 28%, enquanto na uva aumentou de 33% para 83%.
Raquel Ribeiro explica que a adição de adjuvantes aos defensivos agrícolas melhora a qualidade da solução e, consequentemente, o tratamento da lavoura. "Adjuvantes potencializam o espalhamento e a aderência do defensivo, além de favorecer sua absorção pela planta", detalha. Ela também destaca outros benefícios, como a redução da deriva e o aprimoramento do desempenho de moléculas importantes, como 2,4-D e glifosato.
Fonte: Portal do Agronegócio
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