Publicado em: 27/09/2023 às 09:30hs
No mercado de cana-de-açúcar, açúcar e etanol, segundo o Rabobank, ainda analisa o El Niño, principalmente no que diz respeito à Ásia. “Sinais de que o clima terá um impacto nos canaviais de vários países asiáticos começaram a aparecer no 3º trimestre de 2023. O caso mais emblemático tem sido a Índia, onde a chuva de monção acumulada no estado chave de Maharashtra está entre 15% e 20% abaixo do normal”, comenta.
“No final de agosto, a Associação de Usinas de Açúcar da Índia (ISMA) divulgou uma previsão da produção nacional de açúcar em 2023/24, indicando uma queda de 3% em relação a da safra passada. Assim, o consenso no mercado é de que o governo indiano só irá autorizar exportações de açúcar, se forem permitidas, no 2º trimestre de 2024”, completa.
Enquanto o açúcar voa, o etanol passou os primeiros sete meses de 2023 perdendo espaço para a gasolina no mercado de combustível. “As estatísticas de vendas de combustíveis da ANP mostram que nacionalmente, o volume acumulado de consumo de combustíveis do ciclo Otto (ou seja, gasolina e etanol) entre janeiro e julho 2023 aumentou em 10% comparado com o mesmo período de 2022, ao passo que a gasolina C cresceu 15% e o etanol hidratado diminuiu 10%. Até no estado de São Paulo, coração do setor de cana e maior mercado estadual de etanol, a história não foi diferente – o consumo de combustíveis do ciclo Otto cresceu 7%, a gasolina C aumentou 13% enquanto o hidratado encolheu 4%”, indica.
“A leve recuperação do preço ESALQ de hidratado para R$ 2,20/litro (sem impostos) desde meados de agosto talvez sinalize que o pior já passou e que finalmente o etanol voltou a ter competitividade, embora com margem extremamente apertada. Mas, com o açúcar nas alturas e com os custos fixos do setor diluídos pela grande produção, a perspectiva para o resultado da safra 2023/24 continua muito positiva”, conclui.
Fonte: Agrolink
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