Publicado em: 28/06/2023 às 13:10hs
Nos cinco meses de janeiro a maio de 2023 para 2022 o volume de fertilizantes internalizados no Brasil apresentou redução de 15,2 milhões de toneladas para 13.4 mil (-12,1%). As cargas das importações resultam das intenções dos agricultores para adquirirem esses insumos. Durante a semeadura das lavouras desta safra 2022/23 foram antecipadas em função do conflito no Leste Europeu entre a Rússia e Ucrânia. Essas duas nações possuem altas reservas de minerais. Naquele momento, pairava elevado grau de riscos para escoar produtos dessa região, com picos de preços internacionais nos adubos.
No período entre o segundo semestre de 2021 e o primeiro semestre de 2022, junto com empresários da inciativa privada, as autoridades governamentais planejaram a bem-sucedida estratégia que ficou chamada de diplomacia dos fertilizantes. Como na agricultura brasileira, acima de 85% desses insumos são trazidos do estrangeiro, houve a programação de uma série de visitas junto aos países supridores.
A situação segue tensa para a saída de grãos e adubos pelo corredor de grãos do Mar Negro. O pacto entre Rússia e a Ucrânia, negociado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e Turquia, em 22 de julho de 2022, por 120 dias, sendo renovado em novembro de 2022 e depois em março deste ano. As demandas soviéticas são de manter-se o sistema de pagamento swift, criado em 1073, para facilitar as transações internacionais com o Banco Agrícola da Rússia. O atendimento dessa pauta retarda as compras de fertilizantes no mercado interno.
Os patamares das importações de fertilizantes realizadas nestes cinco meses superam as quantidades registradas nesse período de 2019, 2020 e 2021. A conjuntura aquecida de pico nos preços aconteceu há um ano, no segundo trimestre. A relação de troca para importantes comodities ficou favorecida, apesar da queda nos respectivos valores. O processo de retomada da demanda deverá ganhar força com os recursos do Plano Agrícola 2023/24.
Fonte: Agrolink
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