Publicado em: 13/02/2026 às 11:25hs
A Ambev registrou lucro líquido ajustado de R$ 4,5 bilhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), representando uma queda de 9,9% em comparação aos R$ 5,0 bilhões obtidos no mesmo período de 2024.
No acumulado do ano, entretanto, a companhia apresentou leve crescimento de 1,6%, alcançando R$ 15,1 bilhões em 2025 contra R$ 14,9 bilhões em 2024. Esse avanço foi impulsionado pelo aumento do Ebitda ajustado e pela redução nas despesas com imposto de renda, mesmo com o crescimento das despesas financeiras líquidas.
A receita líquida da companhia teve alta de 4,8% no trimestre, totalizando R$ 24,8 bilhões.
O Ebitda ajustado — indicador que mede o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — apresentou queda de 8,0% no trimestre, somando R$ 8,85 bilhões. As margens bruta e Ebitda ajustada recuaram 230 e 110 pontos-base, respectivamente, influenciadas principalmente pelo efeito cambial nas operações de hedge.
Mesmo com o recuo trimestral, o desempenho anual foi positivo: o Ebitda ajustado cresceu 1,6% em 2025, alcançando R$ 29,5 bilhões, e a margem Ebitda avançou 50 pontos-base, atingindo 33,4% — o terceiro ano consecutivo de expansão de margem.
“A força das nossas marcas e a execução consistente da estratégia impulsionaram um crescimento sólido, mesmo em um ambiente desafiador”, afirmou Carlos Lisboa, CEO da Ambev.
O volume total de vendas da Ambev atingiu 48,5 bilhões de hectolitros no 4T25, uma redução de 3,8% em relação ao mesmo período de 2024.
A empresa foi impactada por fatores cíclicos que afetaram as ocasiões de consumo. As principais variações por região foram:
No consolidado de 2025, o volume total caiu 3,3%, com retração em todas as operações globais.
A Ambev manteve confiança nas perspectivas para o setor de cervejas, destacando o fortalecimento do portfólio e o sucesso das inovações como motores de expansão.
“Iniciamos 2026 com o negócio fortalecido e vemos grandes oportunidades para ampliar o consumo, especialmente neste ano de Copa do Mundo da FIFA”, informou a companhia.
A empresa projeta que o Custo dos Produtos Vendidos (CPV) por hectolitro, sem depreciação e amortização, deve crescer entre 4,5% e 7,5% em 2026 para o negócio de cerveja no Brasil. O aumento será impulsionado pelos custos das commodities, especialmente o alumínio, e pelo mix de portfólio.
A Ambev ressaltou que essas estimativas não constituem promessa de desempenho, mas refletem apenas a visão atual da administração, sujeita a riscos e incertezas de mercado.
A companhia confirmou o pagamento da primeira parcela dos Juros sobre Capital Próprio (JCP) em 6 de abril de 2026. O valor bruto será de R$ 0,075 por ação, equivalente a R$ 0,063 líquidos após dedução do imposto de renda.
Terão direito ao pagamento os acionistas com posição registrada até 18 de dezembro de 2025 na B3 e 22 de dezembro de 2025 na NYSE, sem correção monetária. As ações passaram a ser negociadas ex-JCP a partir de 19 de dezembro de 2025.
A data da segunda parcela será definida em nova reunião do Conselho de Administração, respeitando o prazo limite de 31 de dezembro de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
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