Publicado em: 24/01/2024 às 14:00hs
El Niño vai agravar as temperaturas do verão 2024. Com isso, agricultores da Microrregião de Conselheiro Lafaiete podem continuar a ter temperaturas acima da média em janeiro e também em fevereiro - como aquelas que já foram registradas em dezembro de 2023 em grande parte do Brasil. Já as chuvas tendem a diminuir. Pensando no momento, é preciso planejar ações de irrigação para tentar driblar as dificuldades do período. A previsão é de que o fenômeno do El Niño permaneça até o outono deste ano.
A professora do curso de Agronomia, na Faculdade Una Lafaiete, Ana Paula Sato Ferreira, sugere que, para enfrentar o El Niño o agricultor precisará utilizar de manejos específicos para planejar a safra sempre levando em consideração as mudanças climáticas trazidas por este fenômeno.
“O fenômeno provocará aumento da temperatura, sendo as mesmas, acima da média histórica do estado. Além disso, a previsão é de poucas chuvas. Uma excelente ferramenta para lidar com o cenário é a irrigação”, lembra.
Amplamente usada em grandes e médias plantações, por vezes, a irrigação pode parecer inacessível ao microprodutor devido aos custos - tanto para criação do projeto quanto para a compra dos equipamentos. Porém, a professora orienta - para aqueles que ainda resistem às soluções técnicas disponíveis - que busquem orientação em instituições públicas, onde elas são oferecidas gratuitamente para agricultores familiares.
“O agricultor deve procurar orientações fornecidas pelos extensionista da Emater, no escritório da região ou pelo técnico agrícola nas prefeituras municipais, como é o caso da Prefeitura de Conselheiro Lafaiete”, indica.
Na Microrregião de Conselheiro Lafaiete plantam-se hortaliças e frutíferas de época. Segundo informação da professora Ana Paula, boa parte destes produtores já utiliza a irrigação para driblar oscilações das chuvas e garantir maior produtividade.
“Vemos que em Conselheiro Lafaiete há uma modernização no plantio e distintas restrições as técnicas modernas. Porém, na nossa região, trabalhamos, em sua maioria, com pequenos produtores geralmente reunidos no sistema da agricultura familiar”, exemplifica.
Estas opções fazem com que o produtor abra mão do plantio das culturas anuais como milho, feijão, arroz, soja e trigo, que geralmente são típicas de grandes monoculturas no país.
Fonte: Rede Comunicação
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