Publicado em: 17/03/2026 às 16:30hs
A indústria química brasileira destacou sua capacidade de garantir o abastecimento de insumos essenciais no país, mesmo diante da escalada do conflito no Oriente Médio e das incertezas sobre seus impactos econômicos e geopolíticos.
Em nota oficial, a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) afirmou que não há risco estrutural ou conjuntural de desabastecimento nos principais grupos de produtos fabricados no Brasil, assegurando a continuidade do fornecimento para diferentes cadeias produtivas.
De acordo com a entidade, a indústria química nacional opera atualmente com cerca de 40% de capacidade ociosa, o que representa uma reserva imediata de produção que pode ser utilizada para atender a indústria de transformação.
Essa margem produtiva permite ampliar rapidamente a oferta de insumos, inclusive como complemento ou substituição a produtos importados, caso haja necessidade.
Outro fator que contribui para a estabilidade do abastecimento é a diversificação das origens de importação. Segundo a Abiquim, os principais parceiros comerciais do Brasil no setor químico — como Estados Unidos, China, México, Colômbia e Argentina — estão geograficamente distantes das áreas de conflito no Oriente Médio.
Esses países mantêm oferta regular de produtos e, no momento, não há indicação de interrupções logísticas relevantes no curto prazo.
A indústria química desempenha papel fundamental em vários segmentos da economia brasileira. Entre os setores que dependem diretamente desses insumos estão:
Segundo a entidade, a presença do setor nesses segmentos ajuda a garantir estabilidade na oferta de produtos no mercado interno.
Apesar da garantia de abastecimento, a associação alerta que o agravamento do conflito em uma das principais regiões produtoras de petróleo e gás pode pressionar os custos da indústria química em escala global.
A elevação dos preços da energia tende a impactar diretamente o custo de produção de diversos insumos químicos, exigindo atenção das empresas e das autoridades econômicas.
A Abiquim também destaca a necessidade de medidas para preservar a competitividade da indústria nacional, especialmente em áreas mais expostas à concorrência externa considerada desleal.
No caso do PVC, a entidade aponta que importações ganharam espaço no mercado brasileiro devido a práticas comerciais consideradas predatórias por parte de alguns fornecedores internacionais. Segundo a associação, medidas de defesa comercial e tarifas emergenciais foram adotadas para corrigir essa distorção.
Para o setor, ações que fortaleçam a indústria química nacional e combatam práticas desleais de comércio são fundamentais para preservar a capacidade produtiva instalada e garantir a segurança econômica do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
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