Análise de Mercado

Importação de combustíveis apresenta queda em 2023, indica análise da StoneX

Estudo da consultoria revela redução nas importações de diesel e gasolina, destacando fatores que influenciaram o cenário brasileiro de combustíveis


Publicado em: 11/01/2024 às 14:30hs

Importação de combustíveis apresenta queda em 2023, indica análise da StoneX

A importação de óleo diesel e gasolina pelo Brasil em 2023 registrou uma diminuição em relação ao ano anterior, revela um estudo divulgado pela consultoria StoneX, que analisou os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic). O país importou 8,8% menos diesel e 8,2% menos gasolina, atendendo à demanda interna.

O volume importado de diesel em 2023 totalizou 14,7 milhões de metros cúbicos (m3), o segundo maior valor na série histórica. O relatório, assinado pelos analistas Bruno Cordeiro e Isabela Garcia, destaca fatores como a ampliação da produção de diesel A pelas refinarias e o aumento da adição de biodiesel, contribuindo para a redução nas importações.

O mês de dezembro se destacou, atingindo o maior volume da série histórica para o mês, com 1,91 milhão de m3, possivelmente devido à antecipação das compras antes da reoneração dos tributos federais no início do ano.

A Rússia liderou como principal fornecedor de diesel, com 50,45% do total das importações, seguida pelos Estados Unidos (24,47%). O embargo ocidental à Rússia resultou em um redirecionamento de seus produtos para a América Latina, sendo o Brasil o principal destino do diesel russo fora da Europa.

Paralelamente à queda nas importações, o consumo interno de diesel B teve um aumento significativo, crescendo 3,4% nos primeiros onze meses de 2023, impulsionado pelo desempenho econômico positivo e pela demanda crescente na produção de soja e milho.

No caso da gasolina, as importações totalizaram 4,16 milhões de m3 em 2023, uma redução de 8,2% em comparação a 2022. Em dezembro, as compras externas foram 80,5% menores do que no mesmo período do ano anterior, refletindo a perda de competitividade da gasolina C em relação ao etanol hidratado nas bombas. O estudo ressalta a influência dos veículos flexíveis, que optam pelo etanol quando há uma vantagem de preço.

Fonte: Portal do Agronegócio

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