Publicado em: 26/01/2026 às 11:55hs
A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) demonstrou preocupação com os desdobramentos do Acordo de Associação entre o Mercosul e a União Europeia, após o Parlamento Europeu decidir encaminhar o texto para análise da Suprema Corte Europeia. Segundo a entidade, a medida representa um retrocesso nas negociações e lança um sinal negativo ao comércio internacional.
Em nota oficial, a ABAG destacou que o acordo já passou por extensas avaliações técnicas e jurídicas ao longo de mais de 20 anos. “Esse novo impasse limita o potencial da parceria e adia benefícios concretos para ambas as regiões”, afirmou a entidade.
De acordo com a ABAG, a decisão posterga oportunidades de geração de valor, de expansão de mercados e de fortalecimento das cadeias produtivas em diversos setores. Além disso, o atraso é visto como um fator que enfraquece o multilateralismo em um cenário global já marcado por tensões geopolíticas e incertezas econômicas.
“Em vez de promover cooperação e previsibilidade nas relações comerciais, a decisão do Parlamento Europeu fragiliza a própria União Europeia em seus esforços por uma soberania compartilhada”, pontuou a associação.
Para o agronegócio do Brasil, o acordo é visto como uma ferramenta essencial de integração comercial com mercados de alto poder aquisitivo e elevados padrões regulatórios. Especialistas apontam que a ratificação poderia impulsionar exportações de carnes, grãos, frutas e produtos industrializados, além de fortalecer práticas de sustentabilidade e rastreabilidade — exigências cada vez mais valorizadas pelo mercado europeu.
A associação defende uma retomada técnica e objetiva das discussões, com foco na redução de incertezas e no destravamento de investimentos e acordos bilaterais. A expectativa é que os países favoráveis ao tratado encontrem alternativas para acelerar sua implementação e garantir avanços concretos na relação entre os dois blocos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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