Publicado em: 13/06/2023 às 11:00hs
Levantamento realizado pela equipe da revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, para a edição Especial Hortaliças de junho mostra que, no caso do tomate de mesa produzido na região de Mogi Guaçu (SP), os custos totais podem crescer apenas 1% de 2022 para 2023.
Porém, a alta nos custos de produção dos últimos anos foi muito acentuada, e esse cenário ainda está limitando a margem e os investimentos em área no setor in natura nacional. Os preços dos fertilizantes e de outros insumos atingiram patamares muito elevados no início do segundo semestre de 2022. Assim, quando avaliadas as safras 2020/21 para 2022/23, o avanço nos custos é bastante elevado – nesse período, o aumento para o produtor de tomate (de pequena escala) da região de Caçador (SC) chega a 93%.
E PARA 2023, COMO FICAM OS CUSTOS? – Para a safra 2023/24, os atuais dados sinalizam possível queda nos custos, mas os gastos ainda devem ficar bem acima dos registrados na temporada 2020/21. Esse contexto vai depender do calendário de compras dos insumos e também da intensidade do reajuste da mão de obra (salários) em 2023.
No contexto global, embora a Rússia e a Ucrânia ainda estejam em conflito, a região voltou a comercializar seus insumos, e outros fornecedores globais se destacaram no mercado global. Com o ajuste da cadeia de produção em 2023, aliado a um crescimento global muito baixo neste ano, os preços das commodities recuaram, e os agricultores brasileiros também desaceleraram a ânsia de aumentar a produção, o que, consequentemente, vem limitando a demanda por insumos agrícolas.
E o insumo que registra uma das maiores desvalorizações é justamente o fertilizante, que foi fortemente impulsionado nos últimos anos. Para os próximos meses, e até mesmo em 2024, essa tendência de ajuste nos preços de insumos deve se sustentar, já que, por enquanto, não existem fundamentos externo e doméstico que indiquem demanda mais forte por alimentos e/ou por insumos agrícolas.
Fonte: CEPEA
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