Publicado em: 11/02/2026 às 11:25hs
A Heineken, segunda maior cervejaria do mundo em valor de mercado, anunciou nesta quarta-feira (11) um plano global de reestruturação que prevê a demissão de até 6 mil funcionários. O corte representa aproximadamente 7% do total de colaboradores e faz parte de uma estratégia para reduzir custos e aumentar a eficiência operacional em um momento de desaceleração nas vendas de cerveja.
A fabricante das marcas Heineken, Amstel e Tiger tem enfrentado queda na demanda mundial, influenciada por condições climáticas desfavoráveis e pela redução do poder de compra dos consumidores.
A concorrente Carlsberg também anunciou cortes de empregos, refletindo um movimento mais amplo no setor de bebidas alcoólicas, onde diversas empresas estão reduzindo custos, vendendo ativos e diminuindo a produção após anos de desempenho abaixo do esperado.
O anúncio acontece após a saída inesperada de Dolf van den Brink, ex-presidente-executivo da Heineken, em janeiro. A empresa ainda busca um novo CEO para liderar a próxima fase de reestruturação.
Segundo o diretor financeiro Harold van den Broek, o plano de produtividade visa gerar economias substanciais e reduzir entre 5.000 e 6.000 vagas nos próximos dois anos.
“Estamos fazendo isso para fortalecer nossas operações e garantir capacidade de investimento no crescimento futuro”, declarou o executivo durante a apresentação dos resultados anuais.
De acordo com a Heineken, as demissões ocorrerão principalmente na Europa e em mercados com menor potencial de expansão. Parte dos cortes também será implementada nas áreas administrativas, na sede e na cadeia de suprimentos.
A companhia busca operar com uma estrutura mais enxuta, atendendo a pressões de investidores que criticam o desempenho inferior em comparação aos concorrentes do setor.
A Heineken projeta para 2026 um crescimento de lucros entre 2% e 6%, abaixo da faixa prevista para 2025, que era de 4% a 8%.
Apesar da perspectiva mais modesta, o lucro operacional de 2025 avançou 4,4%, superando as expectativas dos analistas, que previam alta de 4%.
As ações da Heineken subiram cerca de 4% após o anúncio, acumulando valorização de 7% desde o final de 2025.
Fonte: Portal do Agronegócio
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