Análise de Mercado

Greening: Intensificação do combate ao psilídeo respondeu por quase 25% da movimentação de defensivos para laranja

Dados são do estudo FarmTrak Citros, recém-publicado pela Kynetec


Publicado em: 11/10/2023 às 11:50hs

Greening: Intensificação do combate ao psilídeo respondeu por quase 25% da movimentação de defensivos para laranja

No ciclo 2022-23 houve aumento expressivo nos tratamentos para controle do psilídeo (Diaphorina citri), o inseto transmissor da doença ‘greening’ à laranja. O estudo FarmTrak Citros, da Kynetec, constatou que a intensificação do manejo da praga respondeu por R$ 271 milhões, ou 23% do mercado total de defensivos da cultura: R$ 1,2 bilhão. Conforme o coordenador de pesquisas da consultoria, Alberto Oliveira, as vendas de inseticidas para o psilídeo saltaram 42%, ante R$ 191 milhões da safra anterior.

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“Controlar o greening tornou-se um dos principais desafios para citricultores no Brasil e no mundo. A doença acarreta danos severos à produtividade e à qualidade dos frutos”, resume Alberto Oliveira. “A rotação entre diferentes ingredientes ativos de inseticidas é um dos pontos-chave para evitar o crescimento da população resistente do psilídeo no pomar. Tal prática também contribuiu para impulsionar a movimentação de produtos para a praga”, acrescenta.

De acordo com o executivo, no Brasil a adoção de tratamentos tendo como alvo principal o psilídeo dos citros subiu de 83% para 87% e nas regiões de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. “Os produtos chegaram a 98% da área cultivada.” No Nordeste (BA+SE), acrescenta o executivo, região na qual a pressão do inseto tende a ser menor, a adoção também cresceu, de 39% na safra 2021-22, para 55%.

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Conforme o especialista da Kynetec, outro dado relevante está relacionado ao número de tratamentos frente à praga realizado no país, que passou de 11 para 14, em média. Essa variação, ele acrescenta, resultou no aumento de 26% na intensidade de aplicações. O maior número médio de pulverizações medido ocorreu no cinturão citrícola SP-MG. Nesta região, aponta Oliveira, a mais relevante da cultura, a intensidade avançou de 14 para 18 tratamentos. 

Dos inseticidas mais utilizados pelos produtores, esclarece Alberto Oliveira, os piretróides cobriram 34% da área tratada, seguidos dos neonicotinoides (23%), organofosforados (15%), neonicotinoides + piretroides (12%) e outros (15%). “Defensivos constituem apenas uma parte dos cuidados empreendidos pelo produtor no controle do psilídeo”, pondera o executivo. 

“O controle efetivo do psilídeo vai além do uso de químicos aprovados pela legislação internacional. O produtor se vale também de práticas de monitoramento de pomares e de áreas adjacentes, por inspeção visual e uso de armadilhas adesivas. Recorre ainda ao controle biológico e à erradicação de plantas doentes”, continua Alberto Oliveira.

O FarmTrak Citros 2022-23 contemplou quase 400 entrevistas pessoais com produtores-fornecedores de laranja às indústrias de sucos dos estados de São Paulo e Minas Gerais, responsáveis por aproximadamente 70% da área cultivada, além de Bahia, Paraná e Sergipe. No total, 102 municípios foram visitados pelos pesquisadores especialistas da Kynetec.

Fonte: Kynetec

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