Publicado em: 23/04/2026 às 11:15hs
O custo do transporte de grãos voltou a subir em Mato Grosso, trazendo preocupação para produtores rurais e agentes do setor. De acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, a maior parte das rotas monitoradas registrou aumento nos preços dos fretes rodoviários, mesmo em um cenário de oferta equilibrada de cargas.
Segundo o boletim semanal, o principal fator por trás da alta não foi a demanda, mas sim a diminuição da disponibilidade de caminhões no estado. Parte da frota migrou para outras regiões do país em busca de melhores oportunidades, reduzindo a oferta local de transporte.
Esse movimento aumentou o poder de negociação das transportadoras que permaneceram em Mato Grosso, resultando na elevação dos valores cobrados pelos fretes.
Entre os trechos monitorados, destacam-se:
Os dados reforçam uma tendência de valorização do frete em um momento estratégico para o escoamento da produção agrícola.
Movimento contraria expectativa do mercado
De acordo com o coordenador de inteligência de mercado agropecuário do Imea, Rodrigo Silva, o cenário atual foge do comportamento esperado para o período.
“Era esperado um movimento de queda nos preços dos fretes com o avanço da colheita da soja 2025/26 e o equilíbrio entre oferta e demanda de transporte. No entanto, os valores seguem acima dos registrados no mesmo período do ano passado, influenciados principalmente pelos custos do diesel”, explicou.
O frete é um dos principais componentes do custo total da produção agropecuária em Mato Grosso, estado que depende fortemente do transporte rodoviário para escoar grãos até centros consumidores e portos.
Com o aumento dos custos logísticos, os produtores enfrentam redução nas margens de lucro, o que afeta diretamente a rentabilidade da atividade.
Além do impacto financeiro no campo, o encarecimento do transporte também compromete a competitividade do agronegócio mato-grossense, especialmente em comparação com regiões que possuem melhor infraestrutura logística ou estão mais próximas dos portos.
“A eficiência no escoamento da produção é determinante para garantir a sustentabilidade econômica das propriedades e manter a competitividade do estado como um dos maiores produtores de grãos do país”, destacou Rodrigo Silva.
As informações fazem parte do projeto de Custo de Produção Agropecuário (CPA), desenvolvido em parceria entre o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso.
A iniciativa acompanha indicadores essenciais da atividade rural, fornecendo dados estratégicos para apoiar a tomada de decisão no campo e auxiliar produtores na gestão dos custos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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