Publicado em: 17/12/2015 às 13:00hs
Neste ano, em especial a partir do segundo semestre, esse caminhar foi ainda mais uníssono. A ponto de gerar uma indagação: a forte valorização experimentada pelo frango nos últimos meses decorre de uma maior demanda pelo produto ou ele, simplesmente, acompanhou a evolução de preços de seu principal insumo, o milho?
Independentemente de qual seja a resposta, o fato que é ambos chegaram ao mês de novembro passado registrando índices de evolução de preços praticamente idênticos. Ou seja: valorizaram-se em torno de 27% em relação a janeiro de 2014.
Mas, atualmente, esse “companheirismo” está sendo rompido. E o frango vivo começa a perder terreno. Pois o valor pago ao produtor (R$3,10/kg no interior paulista) permanece inalterado há 42 dias. Portanto, com uma evolução de preços igual a zero e agora sob risco de se tornar negativa, pois o mercado já não é tão firme como anteriormente. Enquanto isso, as altas do milho não cessam e superam tudo que se observou anteriormente. Atualmente, o grão é negociado por até R$38,00/saca, valor que representa variação de cerca de 35% sobre janeiro de 2014.
Naturalmente, isso se reflete no poder de compra do avicultor. Que não é tão baixo quanto o observado no primeiro semestre de 2014 ou no segundo trimestre de 2015, mas já é menor que o registrado entre junho e julho deste ano. No momento, aliás, o volume de milho adquirível com um idêntico volume de frango vivo é praticamente similar ao de um ano atrás. Mas se comparado com o de setembro de 2014 (o melhor momento para o avicultor nos dois últimos anos) é 27% menor.
Ou, por outro lado, se lá uma tonelada de frango vivo adquiria 6,868 toneladas de milho, agora o avicultor precisa de 37,5% mais frangos para adquirir o mesmo volume de milho. E essa deterioração no poder de compra só tende a se intensificar.
Fonte: Avisite
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