Análise de Mercado

Frango: em agosto, paridade de preços entre vivo e abatido reaproximou-se dos níveis iniciais de 2022

Os dados do CEPEA contendo a evolução mensal de preços do frango vivo e do abatido (neste caso, o resfriado) no mercado paulista indicam que nos últimos meses a paridade de preços entre os dois produtos voltou a se aproximar dos níveis registrados no primeiro semestre de 2022. Mas continua muito acima deles


Publicado em: 14/09/2023 às 12:50hs

Frango: em agosto, paridade de preços entre vivo e abatido reaproximou-se dos níveis iniciais de 2022

Nos seis primeiros meses do ano passado o diferencial de preços entre o frango vivo e o abatido ficou, na média, em 26%. Mas esse índice passou a subir significativamente no decorrer do segundo semestre, fechando 2022 com, praticamente, o dobro da média registrada na primeira metade do ano.

Nos quatro meses iniciais de 2023 esse índice permaneceu acima dos 40%, retrocedendo agora em agosto para 30%, a menor diferença em mais de um ano. Mas não porque a ave viva tenha se valorizado e, sim, porque a abatida também vinha registrando queda de preços.

Na verdade, só em agosto último frango vivo e abatido mostraram comportamento similar, ambos apresentando valorização de pouco mais de 9% em relação ao mês de julho. No mais (e já há algum tempo) o comportamento praticamente uníssono desapareceu, como se os dois produtos integrassem mercados absolutamente distintos.

Mas o que acontece é que, com a evolução do sistema integrado, caiu a dependência dos abatedouros ao mercado independente de aves vivas. E os efeitos desse distanciamento ficam mais claros no gráfico abaixo, no qual é mostrada a evolução relativa de preços do vivo e do abatido nos últimos 20 meses.

É verdade que tal distanciamento não foi observado nos primeiros meses do ano passado, pois vivo e abatido registraram, praticamente, o mesmo comportamento. Mas o desempenho daquele período foi reflexo da alta valorização das carnes no mercado internacional, combinada com ligeira redução na produção interna da carne de frango. Foi quando os abatedouros recorreram mais ao frango independente.

Porém, antes mesmo da virada do semestre, enquanto as cotações do frango abatido permaneciam estáveis por vários meses, a da ave viva retrocedia de forma aguda, tornando visível a ausência dos abatedouros no mercado independente.

A reaproximação mais recente foi efeito – após meses de baixas contínuas no preço – da readequação da produção integrada, processo que coincidiu com um bom desempenho das exportações.

Mas, aparentemente, novo distanciamento está em marcha, já que, pelo preço máximo apontado para o frango vivo (R$5,00/kg), a diferença do frango abatido já se encontra novamente em mais de 40%, pois ontem (13), o CEPEA apontou cotação de R$7,17/kg para o frango abatido resfriado, o melhor resultado em quase seis meses.

Fonte: AviSite

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