Análise de Mercado

Fatores internos e externos pressionam preços do trigo no Brasil para baixo

O mercado brasileiro de trigo acompanha o início da colheita, que já começa a exercer pressão sobre os preços. Segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), até a última terça-feira, os trabalhos chegavam a 3,6%. O plantio já está finalizado


Publicado em: 21/08/2023 às 11:00hs

Fatores internos e externos pressionam preços do trigo no Brasil para baixo

De um modo geral, as lavouras de trigo se desenvolvem dentro da normalidade no Brasil. Com um aumento de área nas principais regiões produtoras, a expectativa é de uma safra cheia. A oferta interna é uma das três variáveis formadoras de preços no cenário doméstico.

As outras duas são câmbio e preços internacionais. No cenário externo, sentindo a pressão do ingresso da safra do Hemisfério Norte, as cotações nas Bolsas norte-americanas fecharam, ontem, no menor patamar desde o final de maio. No câmbio, depois de fechar o mês de julho com uma média de R$ 4,80, a moeda norte-americana volta a flertar com o patamar psicólogo de R$ 5,00. Se considerado o acumulado em agosto, o dólar valorizou 4% em relação ao real, enquanto queda do trigo em Kansas – referência para o trigo pão no Brasil – foi de 15%. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Elcio Bento, a força baixista externa é mais forte do que a altista da taxa cambial.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, a colheita atingiu 1% da área cultivada de 1,396 milhão de hectares. A área deve ser 13% maior do que em 2022, quando cultivou 1,237 milhão de hectares. Segundo o Deral, 83% das lavouras estão em boas condições, 15% em situação média e 2% em situação ruim, com 21% em crescimento vegetativo, 19% em floração, 35% em frutificação e 25% em maturação. No dia 7 de agosto, 90% das lavouras estavam em boas condições, 9% em situação média e 1% em situação ruim, divididas entre as fases de crescimento vegetativo (25%), floração (24%), frutificação (34%) e maturação (17%).

Rio Grande do Sul

Após a finalização do plantio, as lavouras de trigo se desenvolvem dentro da normalidade no Rio Grande do Sul. Segundo a Emater/RS, 84% estão em germinação ou desenvolvimento vegetativo, 14% em floração e 2% em enchimento de grãos. Isso indica que ainda há um longo período pela frente até o início da colheita. Os produtores realizam os trabalhos de controles de pragas e doenças.

Argentina

Desde a semana passada, o clima favoreceu a emergência e o desenvolvimento das lavouras no centro e no leste de Buenos Aires. Do centro ao norte, condições climáticas extremas afetam negativamente as condições. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires, estima a área em 6 milhões de hectares.

As lavouras argentinas se dividem entre condições boas ou excelentes (20%), normais (65%) e regulares ou ruins (15%). Na semana passada, eram 21%, 64% e 15%, respectivamente. Em igual momento do ano passado, 19%, 63% e 18%. O déficit hídrico atinge 32% das plantas. Na semana passada, eram 29%. Em igual momento do ano passado, 29%.

Fonte: Agência SAFRAS

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