Publicado em: 23/03/2026 às 18:20hs
A falta de óleo diesel já afeta pelo menos 142 municípios no Rio Grande do Sul, provocando restrições em serviços públicos e obrigando gestores a priorizar áreas essenciais, como a saúde. O cenário, segundo autoridades municipais, pode se agravar nos próximos dias diante das dificuldades de abastecimento.
Levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul aponta que, até a última quinta-feira (19), 315 prefeituras responderam à consulta, sendo que 142 já enfrentam falta de diesel.
A situação tem levado administrações municipais a reorganizarem suas operações, priorizando serviços considerados indispensáveis para a população.
Diante da escassez, os gestores passaram a direcionar o combustível disponível para atividades essenciais, especialmente no transporte de pacientes.
Segundo a entidade, serviços como obras públicas e operações que dependem de maquinário pesado já começam a ser suspensos em diversas cidades.
A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul alertou que a continuidade desse cenário pode comprometer ainda mais áreas sensíveis da administração pública nos próximos dias.
A escassez ocorre em um contexto de alta nos preços globais de energia, influenciada por tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
O conflito, que já entra na quarta semana, tem elevado os preços do petróleo no mercado internacional, impactando diretamente o custo do diesel e pressionando a oferta no Brasil.
Diante do cenário, o governo federal anunciou medidas para tentar reduzir os efeitos da alta dos combustíveis.
A Petrobras reajustou o preço do diesel vendido às distribuidoras em R$ 0,38 por litro, elevando o valor médio para R$ 3,65 por litro.
Por outro lado, o governo também anunciou a redução das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, com o objetivo de evitar repasses imediatos ao consumidor final e conter pressões inflacionárias.
Com a oferta ainda limitada e o cenário internacional instável, a tendência é de manutenção da pressão sobre o abastecimento no curto prazo.
Prefeituras seguem em alerta e monitorando a situação, enquanto tentam garantir a continuidade dos serviços essenciais à população, principalmente nas áreas de saúde e mobilidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
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