Publicado em: 17/03/2026 às 18:00hs
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,2 bilhões em fevereiro de 2026, impulsionada principalmente pelo desempenho das exportações do agronegócio. No período, as exportações totais cresceram 15,6% na comparação anual, somando US$ 26,3 bilhões, o maior valor já registrado para o mês. Já as importações recuaram 4,8%, totalizando US$ 22,1 bilhões.
No recorte setorial, o agronegócio apresentou saldo positivo de US$ 10,5 bilhões, enquanto os demais setores da economia registraram déficit de US$ 6,3 bilhões.
Os dados fazem parte do Relatório de Acompanhamento Mensal do Comércio Exterior, elaborado pelo Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 12,1 bilhões em fevereiro, registrando crescimento interanual de 7,4% e estabelecendo novo recorde histórico para o mês.
Entre os produtos exportados, a soja em grãos manteve posição de destaque, com aumento de 15,5% nas vendas externas, consolidando-se como o principal item da pauta exportadora do setor.
No estado de São Paulo, a balança comercial total apresentou déficit de US$ 1,6 bilhão em fevereiro de 2026. Apesar do resultado negativo, houve redução de 61,1% no déficit em relação ao mesmo período de 2025.
O desempenho ocorreu porque as exportações totais do estado somaram US$ 4,6 bilhões, registrando queda de 6,9% na comparação anual, enquanto as importações recuaram de forma mais intensa, 31,1%, atingindo US$ 6,2 bilhões.
No recorte setorial, o agronegócio paulista apresentou superávit de US$ 1,4 bilhão, enquanto os demais setores da economia registraram déficit de US$ 3 bilhões.
As exportações do agronegócio paulista somaram US$ 1,9 bilhão em fevereiro, registrando queda interanual de 3%.
Entre os produtos que apresentaram retração nas vendas externas, destacam-se os sucos de laranja, cujas exportações caíram 41,5% em valor, influenciadas principalmente pelo aumento dos estoques no mercado internacional.
Apesar da queda em alguns produtos, outros itens apresentaram crescimento nas vendas externas.
No complexo sucroenergético, o açúcar de cana em bruto registrou alta de 13,7% em valor, consolidando-se como o principal item da pauta exportadora do agronegócio paulista no mês. Já o álcool etílico apresentou crescimento expressivo de 66,5%.
Também houve avanço nas exportações de carnes in natura, com destaque para:
As importações do agronegócio no estado totalizaram US$ 437,2 milhões, registrando queda interanual de 13,8%.
Entre os produtos que apresentaram redução nas compras externas estão:
Por outro lado, houve aumento nas importações de papel, que cresceram 14,7% e se consolidaram como o principal item importado pelo estado no período.
Mesmo com oscilações nas exportações, o estado de São Paulo continua exercendo papel relevante no comércio internacional do agronegócio brasileiro.
Em fevereiro de 2026, São Paulo respondeu por 15,6% das exportações e 28,9% das importações do agronegócio do Brasil, reforçando sua importância estratégica para o desempenho do setor no mercado externo.
Balança comercial nacional e paulista
Fonte: Portal do Agronegócio
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