Análise de Mercado

Exportações de carne de frango e suína batem recorde em janeiro e impulsionam o agronegócio brasileiro

Brasil alcança volume histórico de embarques no início de 2026, com destaque para Emirados Árabes, Filipinas e União Europeia


Publicado em: 09/02/2026 às 10:40hs

Exportações de carne de frango e suína batem recorde em janeiro e impulsionam o agronegócio brasileiro

As exportações brasileiras de carne de frango e carne suína começaram 2026 em ritmo acelerado, registrando recordes históricos em volume e receita para o mês de janeiro.

Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o desempenho positivo reflete a forte demanda internacional e o aumento da competitividade do Brasil no mercado global de proteínas.

Carne de frango ultrapassa 459 mil toneladas e atinge maior resultado para janeiro

As exportações de carne de frango, considerando os produtos in natura e processados, somaram 459 mil toneladas em janeiro, um aumento de 3,6% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 443 mil toneladas.

A receita também foi recorde, alcançando US$ 874,2 milhões, alta de 5,8% sobre os US$ 826,4 milhões do ano anterior.

“O desempenho recorde, com crescimento em quase todos os principais destinos, mesmo em um período sazonalmente mais fraco como janeiro, reforça as perspectivas otimistas para 2026”, avaliou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

“Isso mostra que há crescimento sustentado em mercados como Emirados Árabes, África do Sul, União Europeia e países asiáticos com alta demanda”, completou.

Principais destinos e desempenho por estado

Os Emirados Árabes Unidos lideraram as importações, com 44,3 mil toneladas, um aumento de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. Outros destinos relevantes foram:

  • África do Sul: 36,8 mil toneladas (+34%)
  • Arábia Saudita: 33,5 mil toneladas (+5%)
  • China: 33,5 mil toneladas (-25%)
  • Japão: 29,2 mil toneladas (+4%)
  • União Europeia: 27,4 mil toneladas (+24%)
  • Filipinas: 25,1 mil toneladas (+23%)
  • Coreia do Sul: 16,2 mil toneladas (+10%)
  • Singapura: 14,1 mil toneladas (estável)
  • Chile: 11,8 mil toneladas (+51%)

Entre os estados exportadores, o Paraná segue na liderança, com 187,7 mil toneladas embarcadas (+3,9%). Na sequência aparecem:

  • Santa Catarina: 103,1 mil toneladas (+9,3%)
  • Rio Grande do Sul: 58,7 mil toneladas (+0,75%)
  • São Paulo: 26,7 mil toneladas (+2%)
  • Goiás: 25,6 mil toneladas (+9,5%)
Exportações de carne suína também registram recorde em janeiro

As exportações de carne suína — incluindo produtos in natura e processados — totalizaram 116,3 mil toneladas em janeiro, um crescimento de 9,7% frente às 106 mil toneladas embarcadas no mesmo período do ano anterior.

A receita cambial também foi recorde para o mês, alcançando US$ 270,2 milhões, aumento de 13,6% em relação aos US$ 238 milhões de janeiro de 2025.

Filipinas e Japão impulsionam as vendas externas de carne suína

As Filipinas se consolidaram como o principal destino da carne suína brasileira, com 37,4 mil toneladas exportadas, avanço expressivo de 91% sobre o mesmo mês do ano passado.

Outros mercados de destaque foram:

  • Japão: 12,9 mil toneladas (+58%)
  • Hong Kong: 8,8 mil toneladas (-7%)
  • China: 8,3 mil toneladas (-58%)
  • Chile: 7,7 mil toneladas (estável)
  • Singapura: 5,5 mil toneladas (-16%)
  • Uruguai: 3,7 mil toneladas (+1%)
  • Costa do Marfim: 3,4 mil toneladas (+3%)
  • México: 3 mil toneladas (+133%)
  • Argentina: 2,8 mil toneladas (-37%)
Desempenho por estado e perspectivas para 2026

O estado de Santa Catarina manteve a liderança nas exportações, com 56,5 mil toneladas (-2,3%), seguido por:

  • Rio Grande do Sul: 29 mil toneladas (+34,4%)
  • Paraná: 17 mil toneladas (+29,1%)
  • Mato Grosso: 3,6 mil toneladas (+7,5%)
  • Minas Gerais: 3 mil toneladas (-11,8%)

Segundo Ricardo Santin, o setor vem passando por uma diversificação de mercados, com redução da dependência da China e aumento das vendas para Filipinas, Japão e outros países de alto valor agregado.

“O movimento iniciado em 2025 continua neste ano. O saldo recorde de janeiro aponta para um fluxo positivo em 2026, com novos mercados e maior equilíbrio nas exportações”, destacou o presidente da ABPA.

Fonte: Portal do Agronegócio

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