Publicado em: 18/04/2023 às 12:20hs
Olhando para os grupos que formam esse indicador medido pelo IBGE, verificou-se que dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram altas em março. A maior variação foi em Transportes, enquanto o menor índice foi no grupo de Alimentos e Bebidas, na ordem de 0,05%.
Os índices do grupo de Transportes impactam o setor produtivo do agro, especialmente em função do aumento da gasolina, que está diretamente relacionada à logística no campo e, consequentemente, ao custo de produção nas cadeias produtivas. O óleo diesel, em contrapartida, registrou queda no indicador do IPCA de 3,71%. O etanol apresentou aumento de preço, sinalizando que pode ter havido melhor precificação da cana-de-açúcar, que é matéria prima desse combustível.
Em relação ao grupo Alimentos e Bebidas, foi constatada redução de 0,05% na inflação. A principal influência foi a queda da alimentação em domicílio, que passou de 0,04% em fevereiro para -0,14% em março. Ocorreram quedas nos preços de diversos produtos como batata inglesa, óleo de soja, cebola, tomate, carnes e algumas frutas. Por outro lado, a influência das tradições da quaresma, com a redução do consumo das carnes, provocou aumento de 7,64% no preço dos ovos de galinha ao consumidor brasileiro.
Na RMBH, observa-se que no grupo Habitação, o subitem Energia Elétrica apresentou aumento de 4,43% em função de questões tributárias de ICMS. Em médio prazo, espera-se que ocorra um reajuste na tarifa de energia com potencial efeito a partir de junho ou julho, podendo deixar o valor da energia mais caro para a população, empresas, indústrias e produção rural.
Aline Veloso, assessora técnica do Sistema Faemg Senar
Fonte: Sistema Faemg Senar
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