Publicado em: 11/08/2023 às 11:05hs
Como, nesse mesmo período, as exportações do produto aumentaram 1,71%, conclui-se que a disponibilidade interna aparente ficou abaixo da registrada no trimestre inicial do ano. A queda estimada não está muito longe dos 5%. Explica-se que essa disponibilidade é considerada “aparente” porque a produção indicada refere-se, apenas e exclusivamente, à carne proveniente de abatedouros operantes sob inspeção – federal, estadual ou municipal.
A exemplo do ocorrido com a carne de frango, também a disponibilidade interna de carne suína sofreu redução, mas em índice bem menor – queda de 1,19%. Pois, frente a um aumento de produção que não chegou a 2%, as exportações do produto aumentaram perto de 14% de um trimestre para outro.
Apesar das duas reduções, a disponibilidade total de carnes evoluiu positivamente no trimestre, com aumento superior a 1%. Porque, a despeito de suas exportações terem apresentado incremento superior a 14%, a carne bovina registrou aumento de produção de 12,5%, o que propiciou evolução quase similar na disponibilidade interna do produto.
Embora todos os dados de produção sejam preliminares, talvez ajudem a refutar a tese – defendida por alguns analistas e divulgada amplamente pelos meios de comunicação – de que o excesso de produção de frango vinha sendo o responsável pelas quedas no preço do boi. Os números concretos sobre disponibilidade sugerem que não é bem assim, muito pelo contrário.
Em tempo: ainda que tenha recuado no trimestre, a disponibilidade interna de carne de frango fechou o primeiro semestre com evolução positiva em relação aos seis primeiros meses de 2022. Mas isso será analisado mais detalhadamente quando os números de produção do IBGE forem ratificados.
Fonte: AviSite
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